Melô do Bêbado
E se você tivesse no meu lugar
O que que você faria?
Você ia beber ou não ia?
Tem que me dar um pouquinho de razão
Eu não bebo demais
Eu bebo só um pouquinho de nada
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Você foi na minha casa me chamando de safado
Dizendo pra minha família que eu só ando embriagado
Embriagado é minha sina, eu nasci pra ser bebum
Vou te dar uma boa ideia se pagar 51
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Na barriga da mamãe planejavam sem dinheiro
Que eu seria um grande homem em vez de um cachaceiro
Mas meus pais se embriagavam gravidez que desespero
Os desejos só passavam tomando velho barreiro
No dia do nascimento levei meu primeiro tapa
E chorei o tempo todo com a cara de babaca
Minha mãe não aguentava, disse: Que coisinha chata
Descobriram era dengo pra brincar com uma garrafa
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Na hora do batizado não usaram água benta
Me jogaram uma bebida que ardia igual pimenta
E o padre assustado disse: Que coisa nojenta
Vendo eu passar a língua, lambendo licor de menta
As chupetas só viviam mergulhadas num potinho
Dentro de um rabo de galo só para pegar o gostinho
Rabo de galo para pegar o gostinho
De pitu, fogo paulista ou então de tatuzinho
Oh, ah, bebo (hic! Hic!) cachaça
Oh, ah, bebo (hic! Hic!) cachaça
E o tempo foi passando, fui deixando de pirraça
Gente boa me chamavam, fui ficando um boa praça
Mas a turma só dizia: Dos vinte você não passa
Nesse ritmo o seu fim é afogado na cachaça
Já fizeram é de tudo pra tentar me convencer
Que a cachaça é uma desgraça, pouco tempo eu vou viver
Na sarjeta me encontraram não lembro fazendo o quê
Eu só lembro de um cachorro a minha cara lamber
Oh, ah, bebo cachaça
Oh, ah, bebo (hic! Hic!) cachaça
Você diz pra todo mundo que o de bebo não tem dono
Adormecido com a bebida, eu não sei se vou ou fomos
Te garanto, eu não embromo desse jeito é que eu não tomo
Eu só bebo, bebo, bebo, mas às vezes também como
A primeira namorada só andava do meu lado
Dizendo que eu era lindo, mas um pouco acanhado
Ela era muito quente, tinha um fogo danado
E para encarar a fera só tomando um traçado
Oh, ah, bebo (hic! Hic!) cachaça
Oh, ah, bebo (hic! Hic!) cachaça
Profissão copo na mão, provador de caninha
Isso é um dom e não fique de gracinha
Quando pego a praianinha só confiro se é purinha
Se for de primeira linha bebo até com a tampinha
Agora eu vou pra casa desfazer essa quizumba
Você pra fazer fofoca é pior de que o Bussunda
Se você ficar me olhando com essa cara de bunda
Vou mandar você tomar pirassununga
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (hic! Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (hic! Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (hic! Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (hic! Hic!)
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Bebo (hic! Hic!) cachaça
Melodía del Borracho
Y si estuvieras en mi lugar
¿Qué harías?
¿Beberías o no lo harías?
Tienes que darme un poco de razón
No bebo demasiado
Solo bebo un poquito de nada
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Viniste a mi casa llamándome safado
Diciéndole a mi familia que solo ando embriagado
Embriagado es mi destino, nací para ser borracho
Te daré una buena idea si pagas 51
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
En el vientre de mamá planeaban sin dinero
Que sería un gran hombre en lugar de un borracho
Pero mis padres se embriagaban, qué desespero
Los antojos solo pasaban tomando velho barreiro
El día de mi nacimiento recibí mi primera bofetada
Y lloré todo el tiempo con cara de tonto
Mi madre no aguantaba, decía: qué cosa molesta
Descubrieron que era dengue para jugar con una botella
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
En el bautizo no usaron agua bendita
Me arrojaron una bebida que ardía como pimienta
Y el cura asustado dijo: qué cosa repugnante
Viéndome pasar la lengua, lamiendo licor de menta
Las chupetas siempre estaban sumergidas en un potecito
Dentro de un rabo de gallo solo para tomar el gustito
Rabo de gallo para tomar el gustito
De pitu, fogo paulista o de tatuzinho
Oh, ah, bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Oh, ah, bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Y el tiempo fue pasando, dejé de hacer berrinches
La gente buena me llamaba, me volví un buen tipo
Pero la pandilla solo decía: de los veinte no pasas
A este ritmo tu final es ahogado en la cachaça
Han hecho de todo para intentar convencerme
Que la cachaça es una desgracia, no viviré mucho tiempo
En la cuneta me encontraron, no recuerdo qué hacía
Solo recuerdo a un perro lamiendo mi cara
Oh, ah, bebo cachaça
Oh, ah, bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Dices a todo el mundo que el que bebo no tiene dueño
Adormecido con la bebida, no sé si voy o fuimos
Te garantizo, no engaño, así es que no tomo
Solo bebo, bebo, bebo, pero a veces también como
La primera novia siempre estaba a mi lado
Diciendo que era lindo, pero un poco tímido
Ella era muy caliente, tenía un fuego tremendo
Y para enfrentar a la fiera solo tomando un trago
Oh, ah, bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Oh, ah, bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Profesión vaso en mano, catador de cañita
Esto es un don, no te hagas el gracioso
Cuando agarro la playita solo verifico si es pura
Si es de primera línea bebo hasta con la tapita
Ahora voy a casa a deshacer esta confusión
Tú para chismear eres peor que Bussunda
Si me sigues mirando con esa cara de culo
Te mandaré a tomar pirassununga
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Be-be-be-be-be-be-be-bebo cachaça
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (¡hic! ¡Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (¡hic! ¡Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (¡hic! ¡Hic!)
Ca-ca-ca-ca-ca-ca-ca-cachaça (¡hic! ¡Hic!)
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça
Bebo (¡hic! ¡Hic!) cachaça