Tempo Ao Tempo 2
Polícia me para
Pergunta meu nome
Da onde que eu venho
Pra onde eu vô
Depois disso tudo
Me arrasta pro beco
Me dá uma cossa no puro caô
Isso não tem hora
Não tem lugar
Chego em casa
Com muita dor
Na vista deles
Só mais neguin
Não tá nem aí
Se é trabalhador
Olha madame
Passando rua eu tranquilamente
Sem fazer nada
Me avistou
Já ficou em choque
E do nada já mudou de calçada
Não entendi
Parei pá pensa
Era pela cor
Que coisa errada
A madame rica
Desviou do preto
Porque tá com medo
De ser assaltada
Antigamente
Usava corrente
No pé e não mão
Não pode dá grito
Hoje agente
Ainda usa
Mas e no pescoço
Pra fica bonito
Só trabalhador
Só vencedor
Vida humilde
Eu ganho pouco
Eu vô batalhar
Seis vão se morder
Quando avistar mais um preto no topo
Você me julga
Fala baixinho
Aquele moleque
Veio do gueto
Eu posso tá pensando errado
Mas tu fala isso pro que eu só preto
Eu não pedi pro meu criador
Tenho essa cor não foi porque eu quis
Eu me orgulho
Não tenho vergonha
Pois sei que com ela
Honro minha raiz
Cabelo afro
Nariz largo
Boca grande
Cor de pele
É O que me faz ser negro
E o que ti interfere
Dropei nesse bombap
Pá escrever essas track
Mar tão não vai me entender
Com pensamento de moleque
E quem disse que o preto
Não pode ser empresário
E quem disse que o preto
Não pode virar doutor
O pretin jogando bola dentro da quebrada
Eu tenho fé que um dia ele vira jogador
Afetado por muita coisa
Isso me dá até medo
Os negros são os mais afetado por desemprego
E cada vez fica pior
Com medo da minha banca
De 100 assassinatos
21 de gente branca
Trabalhando dobrado
Num serviço puxado
Se eu lança carro do ano
Vão achar que e roubado
Entrei num restaurante
Com minha preta do lado
Me disseram que a porta dos funcionários e do outro lado
Eu fico revoltado
Como isso se persiste
3 séculos passaram
Mas isso ainda existe?
Melhor toma cuidado
O Djonga tá na pista
Ele tem mania de tacar fogo nesses racista
Tiempo al Tiempo 2
La policía me detiene
Pregunta mi nombre
De dónde vengo
A dónde voy
Después de todo eso
Me arrastran al callejón
Me dan una paliza por puro cuento
Esto no tiene hora
No tiene lugar
Llego a casa
Con mucho dolor
A sus ojos
Solo soy otro negrito
No les importa
Si soy trabajador
Mira señora
Caminando tranquilamente por la calle
Sin hacer nada
Me vio
Se quedó en shock
Y de repente cambió de acera
No entendí
Me detuve a pensar
Era por mi color
Qué cosa tan equivocada
La señora rica
Evitó al negro
Porque tiene miedo
De ser asaltada
Antiguamente
Usaba cadenas
En los pies y no en las manos
No podía gritar
Hoy en día
Aún usamos
Pero en el cuello
Para lucir bien
Solo trabajador
Solo ganador
Vida humilde
Gano poco
Voy a luchar
Ustedes se morderán
Cuando vean a otro negro en la cima
Me juzgas
Hablas en voz baja
Ese chico
Viene del gueto
Puede que esté pensando mal
Pero tú dices eso porque soy negro
No le pedí a mi creador
Tener este color no fue mi elección
Me enorgullezco
No tengo vergüenza
Porque sé que con él
Honro mis raíces
Cabello afro
Nariz ancha
Boca grande
Color de piel
Es lo que me hace ser negro
Y lo que te afecta
Me inspiré en este ritmo
Para escribir estas canciones
Quizás no me entiendan
Con mentalidad de niño
Y quién dijo que el negro
No puede ser empresario
Y quién dijo que el negro
No puede ser doctor
El chico jugando al fútbol en la favela
Tengo fe en que un día será jugador
Afectado por muchas cosas
Hasta me da miedo
Los negros son los más afectados por el desempleo
Y cada vez empeora
Con miedo a mi grupo
De 100 asesinatos
21 son de gente blanca
Trabajando el doble
En un trabajo duro
Si compro un auto nuevo
Pensarán que es robado
Entré a un restaurante
Con mi pareja a mi lado
Me dijeron que la puerta de los empleados está al otro lado
Me enfurece
Cómo persiste esto
Han pasado 3 siglos
¿Pero esto aún existe?
Mejor ten cuidado
Djonga está en la pista
Él tiene la costumbre de incendiar a estos racistas