Profissão de Risco
Mochila cheia de jet, que crime a gente comete?
Se for grafite tem tinta dentro da garrafa pet
Mas o meu vicio é xarpi desde quando eu nasci
Depois de um tempo que eu vi o quanto me evolvi
Se não for vida loka terá a vida sempre oca
Toda loucura que tenho eu considero pouca
Na profissão de risco nós devemos ser arisco
E só por vício rabisco o muro de xapisco
O dedo coça por isso que vou pichando tudo
Sempre gostei de pedra só que nunca fui cracudo
Sou dependente disso, isso causa dependência
A minha infância e adolescência tive essa tendência
É a essência das ruas e com ela convivo
Junto com meu transtorno obsessivo-compulsivo
Barulho de sirene, é viatura da PM
O pichador não treme porque ele não teme nem deixa que lhe algeme
Pra mim não é crime, é uma arte sublime
Que a policia oprime e a sociedade reprime
Vandalismo não, são arteiros de rua em ação
Que fazem arte com proibição sem autorização
Em São Paulo, no rio ou em belo horizonte
Pichadores tem um monte e se atravessar a ponte chego em niterói e são gonçalo
Se tem prédio em escalo
A realidade é estampada em tudo que falo
Não é nada fictício o vicio me consome
Me alimento de tinta e sempre tô com fome
Arame farpado ou cerca elétrica não adianta
Nada disso espanta quando a vontade é tanta
Me machuco, sou maluco, vicio forte, meu esporte
Vivendo periculosamente e contando com a sorte
Não tô procurando a morte, somente o meu espaço
Então caço paredes, picho e me satisfaço
É facilmente visível, dificilmente removível
É incrível como pichamos o impossível
Pichadores de alto nível, é disso que estou falando
Quando ando na rua é sempre escoltando
Chego todo sujo em casa e minha mãe tá acordada
Porque ela sabe o que rola na madrugada
A namorada apavorada liga pro meu celular
Falando que se eu for preso não vai me visitar
Xarpi na veia mesmo na cadeia, em qualquer lugar
Nada e ninguém vai me impedir, nada pode me parar
Sempre eu vou praticar esse delito, deixo o meu xarpi escrito
Acho bonito, mas sempre tem um maldito que quer nos caguetar
Sei que faz parte rodar
Os fracos desistem, pouco tempo irão durar
De geração em geração pichação não vai acabar
Cultura de rua eu tenho que cultuar
Profesión de Riesgo
Mochila llena de spray, ¿qué crimen estamos cometiendo?
Si es grafiti, hay pintura dentro de la botella de plástico
Pero mi vicio es el tag desde que nací
Después de un tiempo vi cuánto evolucioné
Si no es una vida loca, la vida siempre será vacía
Considero poca toda la locura que tengo
En la profesión de riesgo debemos ser astutos
Y solo por vicio rayo el muro con tag
Me pica el dedo, por eso voy rayando todo
Siempre me gustaron las piedras, pero nunca fui adicto
Soy dependiente de esto, esto causa dependencia
Mi infancia y adolescencia tuvieron esa tendencia
Es la esencia de las calles y convivo con ella
Junto con mi trastorno obsesivo-compulsivo
Ruido de sirenas, es la patrulla de la policía
El grafitero no tiembla porque no teme ni deja que lo esposen
Para mí no es un crimen, es un arte sublime
Que la policía oprime y la sociedad reprime
No es vandalismo, son artistas callejeros en acción
Que hacen arte con prohibición sin autorización
En São Paulo, en Río o en Belo Horizonte
Los grafiteros son muchos y si cruzo el puente llego a Niterói y São Gonçalo
Si hay edificios, los escalo
La realidad está plasmada en todo lo que digo
No es nada ficticio, el vicio me consume
Me alimento de pintura y siempre tengo hambre
Alambre de púas o cerca eléctrica no sirve de nada
Nada de eso espanta cuando la voluntad es tanta
Me lastimo, soy loco, vicio fuerte, mi deporte
Viviendo peligrosamente y contando con la suerte
No estoy buscando la muerte, solo mi espacio
Entonces busco paredes, rayo y me satisface
Es fácilmente visible, difícilmente removible
Es increíble cómo rayamos lo imposible
Grafiteros de alto nivel, de eso estoy hablando
Cuando camino por la calle siempre estoy escoltando
Llego todo sucio a casa y mi mamá está despierta
Porque sabe lo que sucede en la madrugada
Mi novia asustada llama a mi celular
Diciendo que si me arrestan, no me visitará
Tag en las venas, incluso en la cárcel, en cualquier lugar
Nada ni nadie me detendrá, nada puede pararme
Siempre practicaré este delito, dejo mi tag escrito
Lo encuentro bonito, pero siempre hay un maldito que quiere delatarnos
Sé que es parte de la vida
Los débiles se rinden, no durarán mucho tiempo
De generación en generación, la pintura no desaparecerá
Tengo que cultivar la cultura callejera