Meu Zambelê
Mandei pedir pra tempestade
Que você brinque de chover
E cada gota que me toque
Um pedacinho de assuncê
E olha a toca enrosca a pele, mordisca, belisca
E a cada gota não hesita em me fazer tremer
E me ensopa num sopapo mas me deixa a pista
Preu chegar na fonte desse aguacê
Zambelê, Juó, Macacauá
Tanto nome prum nêgo brucutu
Eu não quero ninguém pra me chamar
Quero amar essa chama assim com tu
Mandei pedir para as cidades
Que você brinque de prender
Em cada porto que eu aporte
Vou ancorar com vosmecê
E funga grita me agita me leva profundo
Vamos dar a volta ao mundo só de enlouquecer
Me dá teu cheiro, teu chamego em cada segundo
E saracuteia vem fazer o xirê
Mi Zambelê
Le pedí a la tormenta
Que juegues a llover
Y cada gota que me toque
Un pedacito de ti
Y mira cómo la capucha enrosca la piel, muerde, pellizca
Y cada gota no duda en hacerme temblar
Y me empapa de golpe pero me deja la pista
Para llegar a la fuente de esta lluvia
Zambelê, Juó, Macacauá
Tantos nombres para un tipo tosco
No quiero que nadie me llame
Quiero amar esta llama así como tú
Le pedí a las ciudades
Que jueguen a atrapar
En cada puerto que llegue
Voy a anclar contigo
Y respira, grita, me agita, me lleva profundo
Vamos a dar la vuelta al mundo hasta enloquecer
Dame tu olor, tu cariño en cada segundo
Y saracuteia, ven a hacer el xirê