Naquele Instante
Se eu não cheguei, é que eu morri
Cedo, logo antes do café
Abri a porta e as cortinas, chovia
E um frio intenso me perseguia
Você não estava
Aliás, você nunca esteve
Ao meu lado, resta uma mesa vazia
Entendi que um verdadeiro amor já não cabia ali
E me guardei com o coração trancado dentro do peito
Se eu não cheguei, é que eu morri
De amores, de tanto amar você
As flores brancas que secaram de esperar
A chuva que entrava sem me perguntar
Você não estava, aliás, você nunca esteve
Ao meu lado, a cama sempre vazia
E aquele frio que amanhece
Tornou-se a dor que me anoitece
Naquele instante em que você crucificava meu coração
E apertava meu pescoço
Apertava meu pescoço
Sufocando o meu peito com as duas mãos
Naquele instante eu te deixei
Pra minha eterna solidão
E apertava meu pescoço
Apertava meu pescoço
Sufocando o meu peito com as duas mãos
Naquele instante eu te deixei
Pra minha eterna solidão
En Ese Instante
Si no llegué, es porque morí
Temprano, justo antes del café
Abrí la puerta y las cortinas, llovía
Y un frío intenso me perseguía
Tú no estabas
De hecho, nunca estuviste
A mi lado, solo quedaba una mesa vacía
Comprendí que un verdadero amor ya no cabía allí
Y me guardé con el corazón encerrado dentro del pecho
Si no llegué, es porque morí
De amores, de tanto amarte a ti
Las flores blancas que se marchitaron esperando
La lluvia que entraba sin preguntar
Tú no estabas, de hecho, nunca estuviste
A mi lado, la cama siempre vacía
Y aquel frío que amanece
Se convirtió en el dolor que me anochecía
En ese instante en que crucificabas mi corazón
Y apretabas mi cuello
Apretabas mi cuello
Ahogando mi pecho con ambas manos
En ese instante te dejé
Para mi eterna soledad
Y apretabas mi cuello
Apretabas mi cuello
Ahogando mi pecho con ambas manos
En ese instante te dejé
Para mi eterna soledad
Escrita por: Miguel Azevedo