Coração de Um Nordestino (part. Mestre Toni Vargas)
Sou nordestino de origem
Daqueles mesmo sim, senhor
Curtido no Sol a pino
Desde os tempo de menino
A moça viu e falou
Esse menino franzino
Tossindo de se acabar
Ainda vai ganhar o mundo
Vocês podem acreditar
Futuro não tem guardado
Pra menino assim tão pobre
A não ser que a vida dobre
Nem que seja de ironia
No coração do menino a dose de valentia
Que lhe fez sonhar que um dia
Teria o que merecia
Foi se fazendo guerreiro
Brigou com a necessidade
Desviou da crueldade
Negou chicote e cangalha
E no fio da navalha
Dançou coco e fez ciranda
Foi crescendo esse menino
Só pra mostrar que o caminho a gente faz quando anda
Nordestino de origem
Com orgulho sim, senhor
Capoeira, respeitado
E hoje um mestre de valor
Seu destino tá marcado
No couro do seu tambor
Mestre Barrão camarada
Nordestino, ao seu dispor
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi, mas leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Vou sair do meu sertão
Para o Rio de Janeiro
Vou tentar a vida lá
Pra ganhar algum dinheiro
A seca matou meu gado
Acabou com a plantação
E eu vou com mulher e filho
Sem levar nenhum tostão
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Bendito louvado e seja
Vou partir num pau de arara
No sertão eu perdi tudo
Pra mim não restou mais nada
No coração fica a saudade
Do luar do meu sertão
Da boiada e cantoria
Dos amigos e dos irmãos
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
O coração de um nordestino
É duro que nem pau-pereira
Valente como lampião
E forte igual um capoeira
Na mente eu levo lembrança
No peito uma ferida
Mesmo fugindo da seca
Mas vou de cabeça erguida
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Êe, mas leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Vou sair do meu sertão
Para o Rio de Janeiro
Vou tentar a vida lá
Pra ganhar algum dinheiro
A seca matou meu gado
Acabou com a plantação
E eu vou com mulher e filho
Sem levar nenhum tostão
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Bendito louvado e seja
Vou partir num pau de arara
No sertão eu perdi tudo
Pra mim não restou mais nada
No coração fica a saudade
Do luar do meu sertão
Da boiada e cantoria
Dos amigos e dos irmãos
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
O coração de um nordestino
É duro que nem pau-pereira
Valente como lampião
E forte igual um capoeira
Na mente eu levo lembrança
No peito uma ferida
Mesmo fugindo da seca
Mas vou de cabeça erguida
Oi leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Leva eu
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Oi leva eu, leva eu que eu vou
Heart of a Northeasterner (feat. Master Toni Vargas)
I'm a Northeasterner by origin
Yes, indeed
Tanned under the blazing sun
Since childhood
The girl saw and said
This frail boy
Coughing to the point of exhaustion
Will still conquer the world
You can believe
The future isn't reserved
For a boy so poor
Unless life bends
Even if it's with irony
In the boy's heart, a dose of courage
That made him dream that one day
He would have what he deserved
He became a warrior
Fought against necessity
Avoided cruelty
Denied whip and saddle
And on the razor's edge
Danced coco and played ciranda
This boy grew up
Just to show that the path is made as we walk
Northeasterner by origin
With pride, yes indeed
Capoeira, respected
And now a valuable master
His destiny is marked
In the skin of his drum
Comrade Master Barrão
Northeasterner, at your service
Hey, take me, take me, I'm going
Hey, take me, take me, I'm going
Hey, but take me
Hey, take me, take me, I'm going
Hey, take me, take me, I'm going
I'll leave my backlands
For Rio de Janeiro
I'll try my luck there
To earn some money
The drought killed my cattle
Destroyed the crops
And I go with my wife and child
Without a penny
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
Blessed and praised be
I'll leave on a truck
In the backlands, I lost everything
There's nothing left for me
In my heart remains the longing
For the moonlight of my backlands
For the cattle and singing
For friends and brothers
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
The heart of a Northeasterner
Is tough like a pau-pereira
Brave like Lampião
And strong like a capoeira
In my mind, I carry memories
In my heart, a wound
Even fleeing from the drought
But I'll go with my head held high
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
Hey, but take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
I'll leave my backlands
For Rio de Janeiro
I'll try my luck there
To earn some money
The drought killed my cattle
Destroyed the crops
And I go with my wife and child
Without a penny
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
Blessed and praised be
I'll leave on a truck
In the backlands, I lost everything
There's nothing left for me
In my heart remains the longing
For the moonlight of my backlands
For the cattle and singing
For friends and brothers
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
The heart of a Northeasterner
Is tough like a pau-pereira
Brave like Lampião
And strong like a capoeira
In my mind, I carry memories
In my heart, a wound
Even fleeing from the drought
But I'll go with my head held high
Hey, take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going
Take me
Hey, take me, I'm going
Hey, take me, I'm going