Calendário
Eu preciso me internar
Pra sobreviver a você
Tragam um psiquiatra
Que me ajude a lidar com isso tudo
Às duas tomo a morfina
Às três vem a quetiapina
Às quatro trazem codeína
Às cinco do outro dia eu acordo
Em desespero
Mas era dia seis (mas era dia seis)
Agora é vinte e três? (agora é vinte e três)
Não sei (não sei), perdi a noção do tempo
Toda hora passa e eu não vejo
Afundo nessa cama de hospital
Os dias são rabiscos nas paredes
Já nem sei mais o que é real
No calendário, circular a data
Que meu mundo veio a desandar
Desde então permaneço preso
No êxtase da medicação
Sem nenhuma razão
Às cinco trazem codeína
Às seis vem clonazepam
Às sete trazem petidina
Às oito do outro dia eu acordo
Em desespero
Era dia vinte e três (era dia vinte e três)
Agora é dia seis de outro mês (agora é dia seis de outro mês)
Não sei (não sei), perdi a noção do tempo
Toda hora passa e eu não vejo
Afundo nessa cama de hospital
Os dias são rabiscos na parece
Já nem sei mais o que é real
No calendário circular a data
Que meu mundo veio a desandar
Desde então, permaneço preso
No êxtase da medicação
Sem nem uma razão
Calendario
Necesito ser internado
Para sobrevivir a ti
Traigan a un psiquiatra
Que me ayude a lidiar con todo esto
A las dos tomo morfina
A las tres llega la quetiapina
A las cuatro traen codeína
A las cinco del otro día despierto
En desesperación
Pero era día seis (pero era día seis)
¿Ahora es veintitrés? (ahora es veintitrés)
No sé (no sé), perdí la noción del tiempo
Cada hora pasa y no veo
Me hundo en esta cama de hospital
Los días son garabatos en las paredes
Ya ni sé qué es real
En el calendario, marco la fecha
En la que mi mundo se desmoronó
Desde entonces sigo atrapado
En el éxtasis de la medicación
Sin ninguna razón
A las cinco traen codeína
A las seis llega clonazepam
A las siete traen petidina
A las ocho del otro día despierto
En desesperación
Era día veintitrés (era día veintitrés)
¿Ahora es día seis de otro mes? (ahora es día seis de otro mes)
No sé (no sé), perdí la noción del tiempo
Cada hora pasa y no veo
Me hundo en esta cama de hospital
Los días son garabatos en la pared
Ya ni sé qué es real
En el calendario marco la fecha
En la que mi mundo se desmoronó
Desde entonces, sigo atrapado
En el éxtasis de la medicación
Sin ninguna razón
Escrita por: Bruno Santana, Denis Henrique, Jônathas Sena