Poesia Pandêmica
Teu sorriso esfacelou
Tua esperança esfacelou
Teu sonho esfacelou
Ela não vai voltar
Não foi o vírus que a matou
Foi o desprezo pela vida
De quem nem mesmo a conheceu
Não conheceu os teus amores
Não conheceu as tuas dores
Os teus temperos e sabores
A tua chama lutadora a flamejar
Tua missão esfacelou
Teu projeto esfacelou
Tua presença esfacelou
Ela não voltará
Não foi o vírus que a matou
Foi a tolice desmedida
De quem negava o inegável
Quem a matou não se deu conta
Que a negligência contamina
Não há vacina, pra estupidez
Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas
Ceifaram vidas, arruinaram vidas
Não me recordo dos teus nomes
Nomes demais pra recordar
Nomes demais pra mencionar
Mas conheci os teus amores
Eu conheci as tuas dores
Os teus temperos e sabores
A tua chama, lutadora, a flamejar
Poesía Pandémica
Tu sonrisa se desmoronó
Tu esperanza se desmoronó
Tu sueño se desmoronó
Ella no volverá
No fue el virus quien la mató
Fue el desprecio por la vida
De quienes ni siquiera la conocieron
No conocieron tus amores
No conocieron tus dolores
Tus sabores y condimentos
Tu llama luchadora ardiendo
Tu misión se desmoronó
Tu proyecto se desmoronó
Tu presencia se desmoronó
Ella no regresará
No fue el virus quien la mató
Fue la insensatez desmedida
De quienes negaban lo innegable
Quien la mató no se dio cuenta
Que la negligencia contagia
No hay vacuna para la estupidez
Ni siquiera la conocía
Y sus idas y venidas inofensivas
Cosecharon vidas, arruinaron vidas
No recuerdo tus nombres
Demasiados nombres para recordar
Demasiados nombres para mencionar
Pero conocí tus amores
Conocí tus dolores
Tus sabores y condimentos
Tu llama, luchadora, ardiendo
Escrita por: Michel F.M.