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Poesía Pandémica

Michel F.M.

Poesia Pandêmica

Teu sorriso esfacelou
Tua esperança esfacelou
Teu sonho esfacelou
Ela não vai voltar

Não foi o vírus que a matou
Foi o desprezo pela vida
De quem nem mesmo a conheceu

Não conheceu os teus amores
Não conheceu as tuas dores
Os teus temperos e sabores
A tua chama lutadora a flamejar

Tua missão esfacelou
Teu projeto esfacelou
Tua presença esfacelou
Ela não voltará

Não foi o vírus que a matou
Foi a tolice desmedida
De quem negava o inegável

Quem a matou não se deu conta
Que a negligência contamina
Não há vacina, pra estupidez

Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas
Ceifaram vidas, arruinaram vidas

Não me recordo dos teus nomes
Nomes demais pra recordar
Nomes demais pra mencionar

Mas conheci os teus amores
Eu conheci as tuas dores
Os teus temperos e sabores
A tua chama, lutadora, a flamejar

Poesía Pandémica

Tu sonrisa se desmoronó
Tu esperanza se desmoronó
Tu sueño se desmoronó
Ella no volverá

No fue el virus quien la mató
Fue el desprecio por la vida
De quienes ni siquiera la conocieron

No conocieron tus amores
No conocieron tus dolores
Tus sabores y condimentos
Tu llama luchadora ardiendo

Tu misión se desmoronó
Tu proyecto se desmoronó
Tu presencia se desmoronó
Ella no regresará

No fue el virus quien la mató
Fue la insensatez desmedida
De quienes negaban lo innegable

Quien la mató no se dio cuenta
Que la negligencia contagia
No hay vacuna para la estupidez

Ni siquiera la conocía
Y sus idas y venidas inofensivas
Cosecharon vidas, arruinaron vidas

No recuerdo tus nombres
Demasiados nombres para recordar
Demasiados nombres para mencionar

Pero conocí tus amores
Conocí tus dolores
Tus sabores y condimentos
Tu llama, luchadora, ardiendo

Escrita por: Michel F.M.