Conversa de Bar
Entrou naquele bar, meio errada, meio à sorte
Talvez dando à vida mais uma chance antes da morte
Olhou sem pretensão e sem crença em seu redor
Com toda a ilusão perdida no seu mundo interior
O último guerreiro da sua luta interior
Mantinha a espada em riste e o coração com algum calor
Guiou-a pela rua, apartou-lhe o caminho
Colocou-a à minha frente, entre dois copos de vinho
Dá-me um sinal, diz-me o que queres partilhar
Não mates já o mundo, não te queiras tanto mal
Não tenho grandes feitos para te sensibilizar
Querer-te ao meu lado hoje torna-te especial
Durante vários copos e conversas tão banais
Daquelas que se captam facilmente nos jornais
Falámos deste tempo que não pára de aquecer
Das mágoas de amor que não deixam de doer
E foi na noite escura que soubemos compreender
Que ousámos ainda mais do que demos a entender
Saímos daquele bar, sem despedidas ou amor
Mas vimos que o céu já mudara de cor
Dá-me um sinal, diz-me o que queres partilhar
Não mates já o mundo, não te queiras tanto mal
Não tenho grandes feitos para te sensibilizar
Querer-te ao meu lado hoje torna-te especial
Dá-me um sinal, diz-me o que queres partilhar
Não mates já o mundo, não te queiras tanto mal
Não tenho grandes feitos para te sensibilizar
Querer-te ao meu lado hoje torna-te especial
Ah, ah, dá-me um sinal
Diz-me que também o sentes
Somos pequenos anúncios de jornal
Mas fomos capa por uns momentos
Charla de Bar
Entró en ese bar, un poco perdida, un poco por casualidad
Quizás dándole una oportunidad más a la vida antes de la muerte
Miró sin pretensiones y sin creer en su entorno
Con toda la ilusión perdida en su mundo interior
El último guerrero de su lucha interna
Mantenía la espada en alto y el corazón con algo de calor
La guió por la calle, apartó su camino
La puso frente a mí, entre dos copas de vino
Dame una señal, dime qué quieres compartir
No mates ya al mundo, no te hagas tanto daño
No tengo grandes gestas para sensibilizarte
Quererte a mi lado hoy te hace especial
Durante varios tragos y conversaciones tan triviales
De esas que se captan fácilmente en los periódicos
Hablamos de este tiempo que no deja de calentarse
De las penas de amor que no dejan de doler
Y fue en la noche oscura que supimos comprender
Que nos atrevimos aún más de lo que dimos a entender
Salimos de ese bar, sin despedidas ni amor
Pero vimos que el cielo ya había cambiado de color
Dame una señal, dime qué quieres compartir
No mates ya al mundo, no te hagas tanto daño
No tengo grandes gestas para sensibilizarte
Quererte a mi lado hoy te hace especial
Dame una señal, dime qué quieres compartir
No mates ya al mundo, no te hagas tanto daño
No tengo grandes gestas para sensibilizarte
Quererte a mi lado hoy te hace especial
Ah, ah, dame una señal
Dime que también lo sientes
Somos pequeños anuncios de periódico
Pero fuimos portada por unos momentos
Escrita por: Miguel Gizzas