395px

Herramienta del Campesino

Mineiro e Manduzinho

Ferramenta de Caboclo

Num domingo de tardinha
No paió eu cochilava
Sonhei que as ferramenta
Umas com as outra falava

Contando suas façanha
O machado se gabava
Se eu não faço as derrubada
Nem uma roça formava

Disse a foice pro machado
Você é uma conversa fiada
Pra você entrar no mato
Sou eu que faço as picada

O facão nesse momento
Já sortô uma gargalhada
Eu só queria ver os dois
No meio da cipoada

O arado pelo justo
Eu que preparo o chão
A grade já protestou
Mas eu que quebro o serrão

A plantadeira importante
Pra mostrar sua instrução
Eu que conto as semente
Do arroz, milho e feijão

Disse então a dona enxada
O melhor sou eu quem faço
O mato que ataca a planta
Porque deixou no marmaço

E a lima reclamou
Eu quero tenho o melhor aço
Sem minha pele enrugada
Você tudo era um fracasso

Foi então que um prego véio
Resmungô dentro de um toco
Descurpe entrá na conversa
Sei que vou passar por louco

Baluarte da nação
Que muita gente faz pouco
Você não seria nada
Sem o braço do caboclo

Herramienta del Campesino

Un domingo por la tarde
En la choza me quedé dormido
Soñé que las herramientas
Estaban hablando entre sí

Contando sus hazañas
El hacha se jactaba
Si no derribo los árboles
Ni siembro un campo

La hoz le dijo al hacha
Tú solo hablas tonterías
Para entrar en el monte
Soy yo quien abro los caminos

El machete en ese momento
Soltó una carcajada
Solo quería ver a los dos
En medio de la maleza

El arado por su parte
Yo preparo la tierra
El rastrillo protestó
Pero soy yo quien rompe el terreno

La sembradora importante
Para mostrar su instrucción
Yo siembro las semillas
De arroz, maíz y frijoles

Entonces la azada dijo
Yo soy la mejor en esto
La maleza que ataca a la planta
Es porque la dejaste descuidada

Y la lima se quejó
Yo tengo el mejor acero
Sin mi piel arrugada
Todo sería un fracaso para ti

Fue entonces que un viejo clavo
Murmuró desde un tronco
Disculpen que me meta en la conversación
Sé que pareceré loco

Baluarte de la nación
Que mucha gente subestima
No serías nada
Sin el brazo del campesino

Escrita por: Osvaldo Ude / Palmeira / Teddy Vieira