Postura (part. Poeta Diva Ganjah)
Gravatas e ternos todos alinhanhados
Aliados uns aos outros, esquemas forjados
A fogueira das vaidades foi acesa
Primeiras damas sonhando com uma vida de princesa
E a plebeia assiste a tudo em frenesi
Alienada e alheia a tudo que existe aqui
O sonho do oprimido é sempre ser o opressor
Empatia não existe, ninguém sente sua dor!
Quantas vezes eu errei querendo acertar?
Procurando petróleo no fundo do poço sem encontrar
Guerreiras de vidas passadas invadem meu ser
E trazem a força necessária para eu sobreviver
Essa guerra sim, eu sei não se vence sozinha
Mas batalhas eu travei ao longo dessa linha
A timeline da vida não se cansa de postar suas derrotas
E você cansada de falar á almas mortas
Procura uma saída, uma palavra indicativa
Que te explique o motivo de ainda ser cativa?
Palavras ao vento e pérolas aos porcos
Não descrevem nossas dores de enterrarmos nossos mortos!
A vida desse lado do muro é invisível
Meu sonho comparado ao do playboy é incompatível!
Pregando a meritocracia em desnível!
A opressão não vai nos sucumbir
Vamos pra cima com á postura de Quitéria e de Zumbi
Buscamos nossos direitos dês de Martin Luther King
Poeta e Mizza no mic isso aqui vira um ring
Tem pessoas estão vivas porque é ilegal atirar nelas
Pra quem é legalizado, morrem inocentes nas vielas
Me trataram com falta de respeito
Logo de cara julgam pela porra meu jeito
Desculpa Mizza estava de cabeça quente
Não aprendeu na escola que é assim que se perde os dentes?
A boca fala o que o coração está cheio
Pra suas desculpas tá aqui meu dedo do meio!
Hoje eu ando bem acompanhado
Minha matilha é barril dobrado
Julgados por muita melanina ou pela classe social
Porque não frequentei boas escolas não sou intelectual? (Tá tirando?)
Desgraça de sistema que me obriga a clicar na mesma tecla
Grito pela periferia isso é algo que eles detesta
Já passei a visão
Você também é águia, irmão
Se liberta do primeiro conceito
Agora corre atrás dos teus direitos
E nosso som não vai tocar em paredões
Por que objetivo é que esse som toque os corações
Rap sul, salve salve nordeste!
A opressão não vai nos sucumbir
Vamos pra cima com á postura de Quitéria e de Zumbi
Buscamos nossos direitos dês de Martin Luther King
Poeta e Mizza no mic isso aqui vira um ring
Como diria Martin
Á greve no fundo e o grito dos que não são ouvidos
No final não lembrarmos das palavras dos nossos inimigos
Mas do silêncio dos nossos amigos
Postura (part. Poeta Diva Ganjah)
Corbatas y trajes todos alineados
Aliados unos a otros, esquemas forjados
La hoguera de las vanidades fue encendida
Primeras damas soñando con una vida de princesa
Y la plebeya observa todo en frenesí
Alienada y ajena a todo lo que existe aquí
El sueño del oprimido siempre es ser el opresor
¡Empatía no existe, nadie siente tu dolor!
¿Cuántas veces he fallado queriendo acertar?
Buscando petróleo en el fondo del pozo sin encontrar
Guerreras de vidas pasadas invaden mi ser
Y traen la fuerza necesaria para sobrevivir
Esta guerra sí, sé que no se gana sola
Pero batallas he librado a lo largo de esta línea
La línea de la vida no se cansa de publicar sus derrotas
Y tú cansada de hablar a almas muertas
Buscas una salida, una palabra indicativa
¿Que te explique el motivo de seguir siendo cautiva?
Palabras al viento y perlas a los cerdos
No describen nuestros dolores al enterrar a nuestros muertos
La vida de este lado del muro es invisible
¡Mi sueño comparado al del playboy es incompatible!
Pregonando la meritocracia en desnivel!
La opresión no nos va a vencer
Vamos con la postura de Quitéria y de Zumbi
Buscamos nuestros derechos desde Martin Luther King
Poeta y Mizza en el micrófono esto se convierte en un ring
Hay personas vivas porque es ilegal dispararles
Para quienes es legal, mueren inocentes en las calles
Me trataron con falta de respeto
Desde el principio juzgan por mi maldito estilo
Disculpa Mizza, estaba caliente
¿No aprendieron en la escuela que así se pierden los dientes?
La boca habla lo que el corazón está lleno
¡Para tus disculpas aquí está mi dedo del medio!
Hoy camino bien acompañado
Mi manada es un barril doblado
Juzgados por mucha melanina o por la clase social
¿Por no haber ido a buenas escuelas no soy intelectual? (¿Estás bromeando?)
Maldito sistema que me obliga a presionar la misma tecla
Grito por la periferia, algo que ellos detestan
Ya pasé la visión
Tú también eres águila, hermano
Libérate del primer concepto
Ahora ve tras tus derechos
Y nuestra música no sonará en paredes
Porque el objetivo es que esta música toque los corazones
Rap del sur, salve salve nordeste!
La opresión no nos va a vencer
Vamos con la postura de Quitéria y de Zumbi
Buscamos nuestros derechos desde Martin Luther King
Poeta y Mizza en el micrófono esto se convierte en un ring
Como diría Martin
La huelga en el fondo y el grito de los que no son escuchados
Al final no recordamos las palabras de nuestros enemigos
Sino el silencio de nuestros amigos
Escrita por: Mizza Mc / Poeta Diva Ganjah