Violão Cidade e Sertão
Amanhece o dia o galo já cantou
E nas estradas vai o labrador
Bendito seja ao meu senhor
O pão e vinho que aqui plantou
Lá fora os campos se abrindo são
Alívio aos olhos de quem só chorou
Que chorou tanto que um violão
Emudecido nunca mais cantou
E é por isso que faço canção
Tal menestrel longe do sertão
E é por isso que meu violão
Não emudece por qualquer paixão
O meu berrante está hoje esquecido
Junto à porteira velha do curral
Não valeu nunca ter amanhecido
Numa cidade gente de arraial
A Deus eu peço guarde o que restou
De um paraíso onde se plantou
O que o homem aqui não encontrou
O pão e vinho que sempre sonhou
Lá fora os campos se abrindo são
Guitarra Ciudad y Campo
Amanece el día, el gallo ya cantó
Y en los caminos va el labrador
Bendito sea mi señor
El pan y vino que aquí plantó
Afueras los campos se abren
Alivio a los ojos de quien solo lloró
Que lloró tanto que una guitarra
Enmudecida nunca más cantó
Y es por eso que hago canción
Como juglar lejos del campo
Y es por eso que mi guitarra
No se calla por cualquier pasión
Mi cuerno de llamada está olvidado hoy
Junto al viejo portón del corral
No valió la pena haber amanecido
En una ciudad de gente de arrabal
A Dios le pido que guarde lo que quedó
De un paraíso donde se plantó
Lo que el hombre aquí no encontró
El pan y vino que siempre soñó
Afueras los campos se abren