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El Precio de Nuestro Amor

Moacir Laurentino e Sebastião da silva

O Preço do Nosso Amor

Lacunas impreenchíveis
Se abrem dentro de mim
Falta calor no meu Sol
Gênio no meu Aladim
Chamando por quem não vem
Lutando em favor do bem
E ganhando o nome de ruim

Por mais que me esclareçam
Eu continuo indeciso
Por tua culpa meus lábios
Não brotarão mais sorriso
Para desengano nosso
Fazer-te o bem eu não posso
Fazer-te o mal não preciso

Vou curtir minha saudade
Nas brancas noites de Lua
Cantar como um caturramos
Na alva cascata nua
Vou erguer os meus quiosques
Entre os paredões dos boques
E nunca mais ir a rua

Vou me defender dos olhos
Das sugestões das cadinhas
Um dia se eu tiver chance
Soltarei três andorinhas
Por entre nuvens e gazas
Zelar te trarão nas asas
Cantar com notícias minhas

Se eu resolver um dia
Deixar selvagens aldeias
Eu vou a beira da praia
Ouvir as tristes serias
Cantando pra não chorar
Vendo as esponjas do mar
Varrendo as brancas areias

Vou curtir as minhas noites
No olor da castelã
Sonhar com teu corpo nu
Entre as estufas de lã
Pisos frisados de cobres
Não há objetos pobres
No quarto da cortesã

Enquanto não for possível
Adquirir teus amores
Vou retirando o perfume
Das bem pequeninas flores
E no cheiro das neblinas
Faço as minha cavatinas
Te dedico as minhas dores

Tu és o mais lindo gênio
Que a natureza compôs
Vou guardar os meus martilho
Para te contar depois
Não tarde adormecer
Que o solta que falta nascer
Vem pra clarear nos dois

Não tarde adormecer
Que o solta que falta nascer
Vem pra clarear nos dois

El Precio de Nuestro Amor

Lacunas incompletas
Se abren dentro de mí
Falta calor en mi Sol
Genio en mi Aladino
Llamando a quien no viene
Luchando a favor del bien
Y ganando el nombre de malo

Por más que me aclaren
Sigo indeciso
Por tu culpa mis labios
No brotarán más sonrisas
Para nuestro desengaño
Hacerte el bien no puedo
Hacerte el mal no necesito

Voy a disfrutar mi nostalgia
En las blancas noches de Luna
Cantar como un loro
En la cascada desnuda
Voy a levantar mis quioscos
Entre los muros de los bosques
Y nunca más ir a la calle

Voy a defenderme de los ojos
De las sugerencias de las perras
Un día si tengo chance
Soltaré tres golondrinas
Por entre nubes y brisas
Cuidar te traerán en las alas
Cantar con noticias mías

Si un día decido
Dejar aldeas salvajes
Iré a la orilla de la playa
Escuchar las tristes sirenas
Cantando para no llorar
Viendo las esponjas del mar
Barriendo las blancas arenas

Voy a disfrutar mis noches
En el olor de la castellana
Soñar con tu cuerpo desnudo
Entre las estufas de lana
Pisos de cobre brillantes
No hay objetos pobres
En el cuarto de la cortesana

Mientras no sea posible
Adquirir tu amor
Voy a sacar el perfume
De las pequeñas flores
Y en el olor de las neblinas
Hago mis cavatinas
Te dedico mis dolores

Eres el genio más lindo
Que la naturaleza compuso
Guardaré mis martillos
Para contarte después
No tardes en dormir
Que el sol que falta por nacer
Viene a aclarar para los dos

No tardes en dormir
Que el sol que falta por nacer
Viene a aclarar para los dos