Minha Terra
Quando em silêncio a noite desce
E aparece a luz do luar
Vai com o dia a felicidade
Vem a saudade a torturar
O meu rincão que me viu nascer
Pois a sofrer vivo por aqui
Você não sabe, sertão querido
O que tenho sofrido longe de ti
Quantas saudades do meu ranchinho
E meu paizinho, onde estará?
Minha mãezinha nunca me esquece
Em preces pede pra mim voltar
Eu já não ouço o cantar do carro
Nem os bois guiados pelo meu irmão
Minha irmãzinha não sai da porta
Pra me ver de volta lá no estradão
Eu já não ouço mais as codorninhas
E as andorinhas não posso esquecer
O Sol saindo na minha terra
A sombra da serra no amanhecer
E a colina pintando de prata
Lá na cascata a água caindo
O seu ruído está me chamando
Talvez sonhando, mas estou ouvindo
Mi Tierra
Cuando en silencio la noche desciende
Y aparece la luz de la luna
Se va la felicidad con el día
Viene la saudade a torturarme
Mi rinconcito que me vio nacer
Pues sufro viviendo aquí
No sabes, querido sertón
Lo que he sufrido lejos de ti
Cuánta añoranza de mi ranchito
Y mi papito, ¿dónde estará?
Mi mamita nunca me olvida
En oraciones pide que regrese
Ya no escucho el cantar del carro
Ni los bueyes guiados por mi hermano
Mi hermanita no sale de la puerta
Para verme regresar en el caminito
Ya no escucho más a las codornices
Y las golondrinas no puedo olvidar
El Sol saliendo en mi tierra
La sombra de la sierra al amanecer
Y la colina pintándose de plata
Allá en la cascada el agua cayendo
Su ruido me está llamando
Quizás soñando, pero lo estoy escuchando
Escrita por: Aarão Bernardo / Jaime Sandoval