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Aroma de Tierra

Moisés Mozer & Luiz Borges

Cheiro de Chão

Ao fechar os olhos, volto no tempo e fico imaginando.
Tudo natural, tudo tão real, tudo que deixei.
Aquela estrada que era boiadeira
Aquela casa que era de madeira,
E o samburá dependurado ao lado do fogão de lenha.

Quando os olhos não enxergam
Não podem ver o que restou,
Tudo que plantou tudo morreu.
Em meu sono profundo
Sinto apenas o cheiro de chão,
Doce perfume do meu sertão.

Lembro-me ainda dos velhos tempos de minha infância
Na inconsciência, pura inocência, olhando fiquei.
Ao raiar o dia Papai foi pra roça
E minha Mãezinha cuida da palhoça
A luta é dura, mais a colheita encheu a tuia.

Aroma de Tierra

Al cerrar los ojos, vuelvo en el tiempo y me pongo a imaginar.
Todo natural, todo tan real, todo lo que dejé atrás.
Ese camino que era de ganado
Esa casa que era de madera,
Y el samburá colgado al lado del fogón de leña.

Cuando los ojos no ven
No pueden ver lo que quedó,
Todo lo que sembraste todo murió.
En mi profundo sueño
Solo siento el aroma de tierra,
Dulce perfume de mi sertón.

Todavía recuerdo los viejos tiempos de mi infancia
En la inconsciencia, pura inocencia, mirando me quedé.
Al amanecer Papá se fue al campo
Y mi Mamita cuidaba la choza
La lucha es dura, pero la cosecha llenó la tinaja.

Escrita por: Luiz Borges / Moisés Mozer