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Ninguna de las canciones que hice era para ti

Mônica Soares

Nenhuma Das Canções Que Eu Fiz Era Pra Você

Se acha que eu lamento essa tua decisão
Eu tenho, como disse, dois passarinhos na mão
Se era charme, só queria dar uma parada
Eu digo: Pra voltar, é bom que me espere sentado

Mas depois da turbulência que eu tive que enfrentar
Me tira a paciência dizer que não vou cantar
As canções que fiz durante nossa grande brincadeira
Não seja prepotente
Deixa de falar besteira

As músicas que sempre me pediam pra cantar
Eram vagas rimas tortas que eu queria publicar
Os mesmos sentimentos que um dia quero ter
Nenhuma das canções que eu fiz era pra você

Fiz um reggae pra jardineira que passava pela estrada
Pra moça que morreu perdida eu fiz numa balada
Pra quem perdeu um grande amor
Compus um rock-beat
E fiz um jazz inacabado em tudo que existe

Um samba de apartamento
Pra quem só anda de salto
Um bem politizado que chamei de partido alto
Até pra moça sequestrada
Eu fiz uma levada
Mas quando eu pensava em você
Não me inspirava nada

Ninguna de las canciones que hice era para ti

Si piensas que lamento tu decisión
Tengo, como dije, dos pájaros en mano
Si era un encanto, solo quería hacer una pausa
Digo: Para volver, es mejor que me esperes sentado

Pero después de la turbulencia que tuve que enfrentar
Me quita la paciencia decir que no cantaré
Las canciones que hice durante nuestra gran diversión
No seas arrogante
Deja de hablar tonterías

Las canciones que siempre me pedían cantar
Eran rimas vagas y torpes que quería publicar
Los mismos sentimientos que algún día quiero tener
Ninguna de las canciones que hice era para ti

Hice un reggae para la jardinera que pasaba por la carretera
Para la chica que murió perdida, hice una balada
Para quien perdió un gran amor
Compuse un rock-beat
E hice un jazz inacabado en todo lo que existe

Un samba de apartamento
Para quien solo camina en tacones
Uno bien politizado que llamé partido alto
Incluso para la chica secuestrada
Hice un ritmo
Pero cuando pensaba en ti
No me inspiraba nada

Escrita por: Paulo Vieira