Súplica
Porque me olha assim num gesto tão penarosa
Se tua face mimosa sou proibido a beijar
Mais eu hei de te amar enquanto o mundo for mundo
Este desgosto profundo já nasci pra carregar.
As vezes sonho contigo que estou te acariciando
Palavras doces trocando promessas, juras de amor
Coitado de um sonhador que alegria vira em pranto
Na hora que me levanto prossigo com a mesma dor.
O que seria de mim se não houvesse a bebida
Para curar a ferida que vai deixar cicatriz
No fundo do copo diz por você que me embriago
Então ponha mais um trago é o consolo dos infelizes.
E assim afogo esta magoa de bar em bar vou bebendo
Mais um poeta sofrendo por causa do tal desprezo
E eu que era tão teso nunca deixei de pialar
Por causa do teu olhar faz tempo que vivo prezo.
Por isso vim te implorar que não me olhes mais assim
Nem sinta pena de mim quando me ver no fracasso
Eu quero ser teu palhaço só pra você me aplaudir
E ver teus lábios sorrir nem que esteja em outros braços.
Para aumentar minha dor beija um outro em minha frente
Não tem coração que agüente os golpes de apunhalada
Ver sua prenda adorada nos braços de outro alguém
Será que um dia também tu não vai ser desprezada.
Tomara que nunca seja, não quero teu sofrimento
Só em te olhar me contento do gesto lindo que faz.
Quanta alegria me traz quando te encontro cantando
Se acaso fosse chorando eu sofreria bem mais.
O último pedido faço quando me ver mendigando
Não passe por mim olhando, nem se quer digas adeus
O sofrimento são meus, vai ser longa minha estrada
Mas não tu não és a culpada, culpada é os olhos teus.
Súplica
Por qué me miras así con un gesto tan doloroso
Si tu rostro tan hermoso se me prohíbe besar
Pero te amaré mientras el mundo exista
Esta profunda tristeza nací para llevar.
A veces sueño contigo acariciándote
Intercambiando dulces palabras, promesas, juramentos de amor
Pobre soñador, la alegría se convierte en llanto
Cuando me levanto y continúo con el mismo dolor.
¿Qué sería de mí si no existiera la bebida
Para curar la herida que dejará cicatriz?
En el fondo del vaso digo que me embriago por ti
Así que sirve otro trago, es el consuelo de los desdichados.
Y así ahogo esta tristeza, de bar en bar sigo bebiendo
Otro poeta sufriendo por causa de tu desprecio
Y yo, que era tan terco, nunca dejé de insistir
Por tu mirada, hace tiempo que vivo preso.
Por eso vengo a suplicarte que no me mires así
Ni sientas lástima por mí cuando me veas fracasar
Quiero ser tu payaso solo para que me aplaudas
Y ver tu sonrisa, aunque estés en otros brazos.
Para aumentar mi dolor, bésalo delante de mí
No hay corazón que aguante los golpes de puñalada
Ver a tu amada en los brazos de otro
¿Acaso un día también serás despreciada?
Espero que nunca sea así, no quiero tu sufrimiento
Solo con mirarte me contento con el gesto hermoso que haces.
Cuánta alegría me traes cuando te encuentro cantando
Si estuvieras llorando, sufriría mucho más.
Mi última súplica la hago cuando me veas mendigando
No pases por mi lado mirando, ni siquiera digas adiós
El sufrimiento es mío, mi camino será largo
Pero no, no eres la culpable, culpables son tus ojos.