Restaurante Chinês
Eu almocei no China
Fiquei contrariado
Jantei numa pensão
Fiquei intoxicado
Já não tenho mais lugar para comer
Pois um homem solteiro quanto custa para viver
Não posso frequentar um hotel em Copacabana
Pois não sou bacana, não sei o que fazer
Ontem fui fazer uma ceia
Saí com a barriga cheia
Mas escapei de morrer
Cada minuto, cada hora, cada instante
Que eu encontro um restaurante
Tenho que me recordar
Daqueles dias
Daquelas horas amarguradas
Quando passei sem comer nada
Sem poder me aprumar
Tive doente
Tive até perto da morte
Mas, enfim, joguei com a sorte
Consegui me levantar
Acabei comendo uma peixada mal ativa
Tive uma dor de barriga
Que me custei a me aprumar
(Breque)
Corre pra aqui, corre pra lá
Ih, que horror!
Restaurante Chino
Almorcé en un chino
Me quedé molesto
Cené en una pensión
Me intoxiqué
Ya no tengo más lugar para comer
Porque un hombre soltero, ¿cuánto cuesta vivir?
No puedo ir a un hotel en Copacabana
Porque no soy de clase, no sé qué hacer
Ayer fui a hacer una cena
Salí con la panza llena
Pero escapé de morir
Cada minuto, cada hora, cada instante
Que encuentro un restaurante
Tengo que recordar
De aquellos días
De esas horas amargas
Cuando pasé sin comer nada
Sin poderme enderezar
Estuve enfermo
Estuve casi al borde de la muerte
Pero, al final, jugué con la suerte
Logré levantarme
Terminé comiendo un pescado mal preparado
Tuve un dolor de estómago
Que me costó recuperarme
(Breque)
Corre para aquí, corre para allá
¡Ay, qué horror!
Escrita por: Zilda do Ze, Adilson Goncalves