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Pescador Vagabundo

Moreno e Moreninho

Pescador Vagabundo

Depois que eu cortei de relho
O pescador Zé Raimundo
Acabou a assombração
Que assombrava todo mundo
Mas um dia eu fui pescar
Na beira do poço fundo
Pra baixo da ponte nova
Eu tornei dar outra sova
No pescador vagabundo

Cheguei na beira do poço
Pra baixo da cachoeira
Encontrei o Belarmino
Pescando na corredeira
Não tinha pescado nada
Eu só fui enfiando a fieira
E o caboclo enciumado
Veio pescar do meu lado
E começou com brincadeira

E eu fiquei muito enfezado
Quando foi de madrugada
Belarmino só de inveja
Começou dar cacetada
Fazendo barulho n’água
Espantando a peixarada
Passei a mão numa vara
Corri atrás do caiçara
E nele eu dei quatro pancada

Já contei pra todo mundo
Tudo que aconteceu
Não bati mais no canalha
Foi porquê ele correu
Pois pescador vagabundo
Não pesca no poço meu
Belarmino e Zé Raimundo
Pra pescar no poço fundo
Nunca mais apareceu

Pescador Vagabundo

Después de azotar con un látigo
Al pescador Zé Raimundo
Se acabó la maldición
Que atormentaba a todos
Pero un día fui a pescar
En la orilla del pozo profundo
Bajo el puente nuevo
Le di otra paliza
Al pescador vagabundo

Llegué a la orilla del pozo
Bajo la cascada
Me encontré con Belarmino
Pescando en la corriente
No había pescado nada
Solo fui metiendo el anzuelo
Y el tipo celoso
Vino a pescar a mi lado
Y empezó con bromas

Y me enojé mucho
Cuando amaneció
Belarmino, por envidia
Empezó a golpear
Haciendo ruido en el agua
Asustando a los peces
Agarré una vara
Corrí detrás del caiçara
Y le di cuatro golpes

Ya le conté a todo el mundo
Todo lo que pasó
No volví a golpear al desgraciado
Fue porque él huyó
Porque un pescador vagabundo
No pesca en mi pozo
Belarmino y Zé Raimundo
Para pescar en el pozo profundo
Nunca más aparecieron

Escrita por: Roque J. Almeida