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Nostalgia del Vaquero

Moreno e Moreninho

Saudades de Boiadeiro

No tempo que eu era moço
Fui peão de boiadeiro
No sertão de Mato Grosso
No grande estado mineiro
Fiz transporte de boiada
Viajando o mês inteiro

Hoje já estou cansado
Não posso mais viajá
Meu peito soluça triste
Sinto meus olhos chorá
De longe quando escuto
Um berrante arrepicá

Ainda tenho lembrança
Meu bombacho xadrezado
Minha bota sanfonada
Meu par de espora prateado
Meu laço feito em rodia
Na parede pendurado

Só me farta duas coisa
Alembro o resto da vida
A minha besta bragada
E o meu cachorro de lida
Companheiro de jornada
Das minhas viage comprida

Saudade de boiadeiro
E das viage distante
Das estrada empoeirada
E os campo verdejante
E os berro dos cuiabano
E os repiques do berrante

Nostalgia del Vaquero

En la época en que era joven
Fui peón de vaquero
En el sertón de Mato Grosso
En el gran estado minero
Transportaba ganado
Viajando todo el mes

Hoy ya estoy cansado
No puedo viajar más
Mi pecho solloza triste
Siento mis ojos llorar
Desde lejos cuando escucho
Un cuerno de vaca sonar

Todavía tengo recuerdos
Mi bombacha a cuadros
Mis botas acordeonadas
Mi par de espuelas plateadas
Mi lazo hecho de cuerda
Colgado en la pared

Solo me faltan dos cosas
Recuerdo el resto de mi vida
Mi yegua tordilla
Y mi perro de trabajo
Compañero de jornada
En mis largos viajes

Nostalgia del vaquero
Y de los viajes lejanos
De los caminos polvorientos
Y los campos verdeantes
Y los gritos de los cuiabanos
Y los repiques del cuerno de vaca

Escrita por: Antonio Correia / Moreno