Vida de Mato-grossense
Quando eu me lembro da vida mato-grossense
Aquidauana, Três Lagoas e Cuiabá
Uma saudade bem grande meu peito sente
Fico pensando com vontade de chorá
Começo relembrar do meu passado
Do tempo que eu vivia a viajá
Léguas e léguas na anca da mula baia
E a paraguaia que eu cansei de carregá
Em Mato Grosso naqueles campo infinito
Tudo é bonito pros caboclo apreciá
Lindas paisagem, campina e arvoredo
Eu tenho medo de morrê sem regressá
Não quero que o destino me torture
Não posso me esquecer deste lugar
Eu relembro do cantar da seriema
E do meu laço na guampa de um marruá
Coisa mais bela é os pracinha brasileiro
Lá na fronteira do Brasil com o Paraguai
Mostrando sempre que tem sangue de guerreiro
Com um fuzil vivendo longe dos seus pais
Ouvindo a voz do seu comandante
E o toque de um clarim para avançá
Com a mochila e o fuzil vai confiante
Pra Bela Vista, Campo Grande e Corumbá
Vida de Mato-grossense
Cuando recuerdo la vida de Mato Grosso
Aquidauana, Três Lagoas y Cuiabá
Una gran nostalgia siente mi pecho
Me pongo a pensar con ganas de llorar
Comienzo a recordar mi pasado
Del tiempo en que vivía viajando
Leguas y leguas en el lomo de la mula bayo
Y la paraguaya que tanto cargué
En Mato Grosso en esos campos infinitos
Todo es hermoso para que los lugareños aprecien
Hermosos paisajes, praderas y arboledas
Tengo miedo de morir sin regresar
No quiero que el destino me torture
No puedo olvidar este lugar
Recuerdo el canto de la seriema
Y mi lazo en la montura de un marruá
Lo más hermoso son los soldados brasileños
En la frontera de Brasil con Paraguay
Demostrando siempre que tienen sangre de guerrero
Con un fusil viviendo lejos de sus padres
Escuchando la voz de su comandante
Y el toque de un clarín para avanzar
Con la mochila y el fusil va confiado
Hacia Bela Vista, Campo Grande y Corumbá
Escrita por: José Russo / Orlando Citilan