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Forrozinho

Moxuara

Forrozinho

Uma cantiga bonitinha, bem,
me leva no balanço, feito marejar.
Vai velejando o barquinho vai,
levando o marinheiro para o alto mar.

Eu vou cantando, mar.
Eu vou cantando , mar.
Remando, velejando,
eu vou cantando, mar

Pelo caminho encontrei, meu bem,
aquela gente boa que o Tadeu falou,
Que vem de Lisboa, vindo pelo mar,
Com uma fita amarela presa, a navegar.

Marinheiro quem te ensinou a nadar?

O marinheiro aprendeu a nadar,
não foi do tombo do navio ou balanço do mar.
Nem foi procela que te ensinou.
E nem foi, marinheiro, peixinhos do mar.

No mexe-mexe da cintura fina
da morena que o Gonzaga aprendeu a cantar,
do seu rebolado, no seu sacolejo,
O marinheiro pegou ginga, aprendeu a nadar.

Forrozinho

Una canción bonita, así,
me lleva en el balanceo, como marear.
Va navegando el barquito va,
llevando al marinero hacia alta mar.

Yo voy cantando, mar.
Yo voy cantando, mar.
Remando, navegando,
yo voy cantando, mar.

Por el camino encontré, mi amor,
a esa gente buena que Tadeu mencionó,
Que viene de Lisboa, llegando por el mar,
Con una cinta amarilla atada, navegando.

Marinero, ¿quién te enseñó a nadar?

El marinero aprendió a nadar,
no fue por la caída del barco o el balanceo del mar.
Ni fue la tormenta la que te enseñó.
Y no fueron, marinero, los pececitos del mar.

En el movimiento de cintura fina
de la morena que Gonzaga aprendió a cantar,
de su rebolado, en su sacudida,
El marinero agarró ritmo, aprendió a nadar.

Escrita por: Moxuara