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No Envíes la Helada

Moxuara

Não Mande a Geada

De manhãzinha, quando o galo canta,
eu me levanto para ir pra roça.
Enxada ao ombro, vou lá pro café,
deixo Rosinha cuidando da choça.
Vou capinar aquele mato duro
que está matando a minha lavoura.
E bem baixinho, mas, com devoção,
eu vou rezando a minha oração:
Meu Deus, meu Deus,
não mande a geada, não! ( Bis )
Se meu café crescer assim, bonito,
ano que vem eu vou poder comprar
aquelas coisas que, lá na cidade,
minha família vive a namorar.
Enquanto a enxada vai partindo o mato
e o suor escorre do meu rosto,
e bem baixinho, mas, com devoção,
eu vou rezando a minha oração:
Meu Deus...

No Envíes la Helada

De madrugada, cuando el gallo canta,
yo me levanto para ir al campo.
Con la azada al hombro, voy hacia el café,
dejo a Rosita cuidando la choza.
Voy a desmalezar ese monte duro
que está matando mi cultivo.
Y muy bajito, pero con devoción,
rezo mi oración:

Dios mío, Dios mío,
no envíes la helada, no! ( Bis )

Si mi café crece así, hermoso,
el próximo año podré comprar
esas cosas que, en la ciudad,
mi familia anhela tener.
Mientras la azada va rompiendo el monte
y el sudor cae de mi rostro,
y muy bajito, pero con devoción,
rezo mi oración:
Dios mío...

Escrita por: Moxuara