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Resplandor

Naeno Rocha

Fulgor

Inquestionavelmente tu
Rosa sobre as outras rosas,
Que sol e vento beijam primeiro
Que à minha boca bate certeira
E os meus olhos, ainda longe,
Avistam-te fulgurosamente
Desta beleza soberba.
Quando te abocanho
Não vejo espinhos
Mas eles já estão mordendo a minha carne.
Trabalho de nada, coisa feita à toa,
De saborear teus lábios
Jamais me cansaria,
Que assim a vida fica boa.
Fico mais, como quem ficasse
Rente a esta imagem linda,
Cativo teu.
De tocá-la enlevam-se minhas mãos
E te colho, lançando dentro de mim
Uma profusão de amor.

Resplandor

Indudablemente tú
Rosa entre las demás rosas,
Que sol y viento besan primero
Que a mi boca golpea certero
Y mis ojos, aún lejos,
Te ven resplandeciente
De esta belleza soberbia.
Cuando te abrazo
No veo espinas
Pero ya están mordiendo mi carne.
Trabajo en vano, algo hecho al azar,
De saborear tus labios
Jamás me cansaría,
Así la vida se vuelve buena.
Permanezco más, como si me quedara
Cerca de esta imagen hermosa,
Cautivo tuyo.
Al tocarla, mis manos se extasían
Y te recojo, lanzando dentro de mí
Una profusión de amor.

Escrita por: Naeno Rocha