A mó do tempo
Hoje, eu me sento aqui
Companheiro, e nada tenho a dizer
Da desilusão que embaça meus olhos
Dos alegres moços que outrora fomos
Veja o que ficou
Esse banco
Esse jardim
Veja o que restou
Solidão sem fim
E muitos vêm me contar
Companheiro, coisas que eu sei de cor
Mas o meu silêncio responde aos risos
E aos heróis que pensam tudo saber
Dos vaidosos moços que um dia fomos nós
Mostra o que ficou
Esse banco
Alguns pardais
Mostra o que restou
Solidão demais
A mó do tempo
Hoy, me siento aquí
Compañero, y nada tengo que decir
De la desilusión que nubla mis ojos
De los alegres jóvenes que éramos antes
Mira lo que quedó
Este banco
Este jardín
Mira lo que quedó
Soledad sin fin
Y muchos vienen a contarme
Compañero, cosas que sé de memoria
Pero mi silencio responde a las risas
Y a los héroes que creen saberlo todo
De los vanidosos jóvenes que un día fuimos nosotros
Muestra lo que quedó
Este banco
Algunos gorriones
Muestra lo que quedó
Demasiada soledad
Escrita por: José Renato / Juca Filho