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Voy a la Calle

Napalla

Eu Vou Pra Rua

Eu to cansado de ouvir todo dia
Que o Brasil é o país da alegria e ninguém tá feliz.
Pátria amada sempre idolatrada,
Salve, salve Jorge, esse é o nosso país.

Verdes campos de desabrigados, milícias, favelas
Tudo isso é normal
E a manchete me mostra as cenas da próxima novela
Desilusão global

Palmas pro congresso só tem miséria
Um ano de recesso e trinta mil por mês
E a gente aqui calado, apanhando acuado sofrendo a retaliação
Da opção que a gente fez

Aquele tempo já passou, agora não dá mole
Que eu não quero mais ouvir ninguém falar
Aquele tempo já passou, agora o sangue ferve
Eu vou pra rua lutar pelo o que é meu, eu vou gritar

Todo dia alguém explode ou é arrastado de um carro
Enquanto você vai deitar
Num gatilho pode estar seu filho chorando, rezando
Pois não vai mais voltar

Palmas pro congresso só tem miséria
Um ano de recesso e trinta mil por mês
E a gente aqui calado, apanhando acuado sofrendo a retaliação
Da opção que a gente fez

Aquele tempo já passou, agora não dá mole
Que eu não quero mais ouvir ninguém falar
Aquele tempo já passou, agora o sangue ferve
Eu vou pra rua lutar pelo o que é meu, eu vou gritar

Escolha as suas armas, a mente aberta ninguém desarma
Estude e beba, curta sua farra
Escolha um santo, faça sua prece, escolha a estrada, nunca se estresse
Sem hora errada, se você grita ninguém te esquece
Leia seus livros, acenda a vela, ouça seus discos, e diga a ela e a todos do seu lado
Que o seu amor, vale mais de um milhão
Mostre pro mundo que a estrada é longa e o passo é curto, mas se eu voar
Eu abraço o mundo, meu mundo, eu faço render bem mais, por simples opção.

Aquele tempo já passou, agora não dá mole
Que eu não quero mais ouvir ninguém falar
Aquele tempo já passou, agora o sangue ferve
Eu vou pra rua lutar pelo o que é meu, eu vou gritar

Voy a la Calle

Estoy cansado de escuchar todos los días
Que Brasil es el país de la alegría y nadie está feliz.
Patria amada siempre idolatrada,
Salve, salve Jorge, este es nuestro país.

Campos verdes de desamparados, milicias, favelas
Todo esto es normal
Y el titular me muestra las escenas de la próxima novela
Desilusión global

Aplausos para el congreso solo hay miseria
Un año de receso y treinta mil por mes
Y nosotros aquí callados, recibiendo golpes, acorralados sufriendo la represalia
De la opción que elegimos

Ese tiempo ya pasó, ahora no doy tregua
Porque no quiero escuchar a nadie más hablar
Ese tiempo ya pasó, ahora la sangre hierve
Voy a la calle a luchar por lo que es mío, voy a gritar

Todos los días alguien explota o es arrastrado de un auto
Mientras tú te vas a dormir
En un gatillo puede estar tu hijo llorando, rezando
Porque ya no volverá

Aplausos para el congreso solo hay miseria
Un año de receso y treinta mil por mes
Y nosotros aquí callados, recibiendo golpes, acorralados sufriendo la represalia
De la opción que elegimos

Ese tiempo ya pasó, ahora no doy tregua
Porque no quiero escuchar a nadie más hablar
Ese tiempo ya pasó, ahora la sangre hierve
Voy a la calle a luchar por lo que es mío, voy a gritar

Elige tus armas, la mente abierta nadie desarma
Estudia y bebe, disfruta tu fiesta
Elige un santo, haz tu oración, elige el camino, nunca te estreses
Sin hora equivocada, si gritas nadie te olvida
Lee tus libros, enciende la vela, escucha tus discos, y dile a ella y a todos a tu lado
Que tu amor vale más de un millón
Demuéstrale al mundo que el camino es largo y el paso es corto, pero si vuelo
Abrazo al mundo, mi mundo, hago que rinda mucho más, por simple elección.

Ese tiempo ya pasó, ahora no doy tregua
Porque no quiero escuchar a nadie más hablar
Ese tiempo ya pasó, ahora la sangre hierve
Voy a la calle a luchar por lo que es mío, voy a gritar

Escrita por: Felipe Bertevello / Pedro Vianna