Olho de Tigre
A minha língua é brasa pura
E eu não sei mais o que digo
A minha língua é brasa pura
E os versos todos embolados
A minha língua é brasa pura
E eu não sei mais o que digo
A minha língua é brasa pura
E garganta seca
Os dois olhos de fogo do céu azulado fincados no chão
A vontade se forja indomável dentro do coração
E são gestos que ardem no anseio de aquentar os corpos
São faíscas cortantes prontas pra rasgar seus olhos
Pedra, no meu coração de fogo
Pedra, no clarão
Pedra, as raízes te devoram
Sou terra, barro, chão
Ojo de Tigre
Mi lengua es brasas puras
Y ya no sé qué digo
Mi lengua es brasas puras
Y los versos todos enredados
Mi lengua es brasas puras
Y ya no sé qué digo
Mi lengua es brasas puras
Y garganta seca
Los dos ojos de fuego del cielo azul clavados en el suelo
La voluntad se forja indomable dentro del corazón
Y son gestos que arden en el deseo de calentar los cuerpos
Son chispas cortantes listas para rasgar tus ojos
Piedra, en mi corazón de fuego
Piedra, en el resplandor
Piedra, las raíces te devoran
Soy tierra, barro, suelo
Escrita por: Dani Bambace / Eder Sandoli / Leilor Miranda / Natália Xavier