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Ojo de Tigre

Natália Xavier

Olho de Tigre

A minha língua é brasa pura
E eu não sei mais o que digo
A minha língua é brasa pura
E os versos todos embolados
A minha língua é brasa pura
E eu não sei mais o que digo
A minha língua é brasa pura
E garganta seca

Os dois olhos de fogo do céu azulado fincados no chão
A vontade se forja indomável dentro do coração
E são gestos que ardem no anseio de aquentar os corpos
São faíscas cortantes prontas pra rasgar seus olhos

Pedra, no meu coração de fogo
Pedra, no clarão
Pedra, as raízes te devoram
Sou terra, barro, chão

Ojo de Tigre

Mi lengua es brasas puras
Y ya no sé qué digo
Mi lengua es brasas puras
Y los versos todos enredados
Mi lengua es brasas puras
Y ya no sé qué digo
Mi lengua es brasas puras
Y garganta seca

Los dos ojos de fuego del cielo azul clavados en el suelo
La voluntad se forja indomable dentro del corazón
Y son gestos que arden en el deseo de calentar los cuerpos
Son chispas cortantes listas para rasgar tus ojos

Piedra, en mi corazón de fuego
Piedra, en el resplandor
Piedra, las raíces te devoran
Soy tierra, barro, suelo

Escrita por: Dani Bambace / Eder Sandoli / Leilor Miranda / Natália Xavier