395px

Lugares

Nectar Gang

Lugares

Sinto saudades de

Meus heróis morreram assassinados
E, desde então, todo dia é dos finados
E, graças a eles, que meus pés se mantêm firmados
Nos mantemos afinados com os versos afiados
Desafiados todo dia sem nada ter feito
Não escolhi pagar o preço, rebeldia vem de berço
É, e eu não escolhi a morte nem a cadeia
Sou a mosca na sopa, não sou a mosca na teia
Na veia corre o sangue, na rua escorre o sangue
Sensação térmica quatro, cinco, aqui todos são sangue quente
O pão que o diabo amassou já não parece tão ruim de mastigar
Sentimos fome e não sabemos com o que se alimentar
O que se preocupar, com o que não se preocupar
A vida pode me levar à desgraça
Desde que ela não seja chata
Enquanto tu me taxa e aumenta as taxa
Eu evito ficar eufórico, vou metafórico
Catastrófico, sempre pensando merda, mas meu raciocínio é lógico
Longe do padrão católico, paranoico
Para nós ficou que qualquer guerra santa o resultado é diabólico
Então odeie minha resposta como odeio sua pergunta
Se se sentiu na dúvida, é melhor continuar
E eu tenho muito pra fazer, tão poucos pra me acompanhar
Eu

Sinto saudade de lugares que nunca fui
E de olhares que nunca olhei
De portas que nunca abri
De alvos que não mirei
De corpos que não invadi
O que eu tenho ideia é pouco pra mim, hehe
O que cê tem é ideia podre pra mim, hehe
E se o céu é o limite
O que vem depois de lá ainda é um mistério pra mim

Se chorar não resolve seus problemas
Se sorrir é gargalhadas das hienas
Uma mistura de psicodélico com psicopata
Bril, o cachorro gordo que não dá a pata
Viu? Tanto talento desperdiçado desde a senzala (é triste)
Quanto crack foi bafado nessa lata? (É triste)
Quem tem nada tudo sempre mata rindo
Quanto álcool destilado dentro da garrafa?
Tanto sangue derramado nessa estrada, litros
Não confunda com charme, na taça de vinho
E tipo Tim Maia: Só não me dê motivos
A solidão eterniza nossos tragos
A solução para quebrar os fatos
Desilusão causa mais estragos
A minha visão é contra o mal olhado
De repente olhos de serpente não me cega
Trancafiado dentro de uma cela
Sua consciência te delta
Presta atenção, presta continência ao sentinela
Aos sete pele, aos sete flecha, saravá
Errado se assumisse, meu bonde todo sumisse
Seja-se para vice, direto pro topo da esfinge
Poderia enxergar, ver a poeira baixar
Sem saber aonde ir, sem saber aonde irá
Lugares, sinto saudade
Uma lágrima caída em cada canto da cidade
Fúria, caos, calamidade
Tudo que te mata lentamente, aguarde

Sinto saudade de lugares que nunca fui
E de olhares que nunca olhei
De portas que nunca abri
De alvos que não mirei
De corpos que não invadi
O que eu tenho ideia é pouco pra mim, hehe
O que cê tem é ideia podre pra mim, hehe
E se o céu é o limite
O que vem depois de lá ainda é um mistério pra mim

Lugares

Siento nostalgia de

Mis héroes murieron asesinados
Y, desde entonces, cada día es de los muertos
Y, gracias a ellos, mis pies se mantienen firmes
Nos mantenemos afinados con los versos afilados
Desafiados todo el día sin nada haber hecho
No elegí pagar el precio, la rebeldía viene de cuna
Sí, y no elegí la muerte ni la cárcel
Soy la mosca en la sopa, no soy la mosca en la telaraña
En la vena corre la sangre, en la calle corre la sangre
Sensación térmica cuatro, cinco, aquí todos son sangre caliente
El pan que el diablo amasó ya no parece tan malo de masticar
Sentimos hambre y no sabemos con qué alimentarnos
¿Qué preocuparnos, con qué no preocuparnos?
La vida puede llevarme a la desgracia
Siempre que no sea aburrida
Mientras tú me cobras y aumentas las tarifas
Evito ponerme eufórico, voy metafórico
Catastrófico, siempre pensando en tonterías, pero mi razonamiento es lógico
Lejos del patrón católico, paranoico
Para nosotros quedó que cualquier guerra santa el resultado es diabólico
Así que odia mi respuesta como odio tu pregunta
Si te sentiste en duda, es mejor continuar
Y tengo mucho por hacer, tan pocos para acompañarme
Yo

Siento nostalgia de lugares que nunca visité
Y de miradas que nunca miré
De puertas que nunca abrí
De blancos que no apunté
De cuerpos que no invadí
Lo que tengo en mente es poco para mí, hehe
Lo que tienes es idea podrida para mí, hehe
Y si el cielo es el límite
Lo que viene después de ahí aún es un misterio para mí

Si llorar no resuelve tus problemas
Si sonreír son risas de hienas
Una mezcla de psicodélico con psicópata
Bril, el perro gordo que no da la pata
¿Ves? Tanto talento desperdiciado desde la esclavitud (es triste)
¿Cuánto crack se ha fumado en esta lata? (Es triste)
Quien no tiene nada siempre mata riendo
¿Cuánto alcohol destilado hay dentro de la botella?
Tanta sangre derramada en esta carretera, litros
No confundas con encanto, en la copa de vino
Y como Tim Maia: Solo no me des motivos
La soledad eterniza nuestros tragos
La solución para romper los hechos
La desilusión causa más estragos
Mi visión es contra el mal de ojo
De repente ojos de serpiente no me ciegan
Enclaustrado dentro de una celda
Tu conciencia te delata
Presta atención, rinde homenaje al centinela
A los siete pieles, a las siete flechas, saravá
Estaría mal si asumiera, mi grupo entero desapareciera
Sea para vice, directo a la cima de la esfinge
Podría ver, ver el polvo bajar
Sin saber a dónde ir, sin saber a dónde irá
Lugares, siento nostalgia
Una lágrima caída en cada rincón de la ciudad
Furia, caos, calamidad
Todo lo que te mata lentamente, aguarda

Siento nostalgia de lugares que nunca visité
Y de miradas que nunca miré
De puertas que nunca abrí
De blancos que no apunté
De cuerpos que no invadí
Lo que tengo en mente es poco para mí, hehe
Lo que tienes es idea podrida para mí, hehe
Y si el cielo es el límite
Lo que viene después de ahí aún es un misterio para mí

Escrita por: Jxnv$, Bk Nectar