Cypher dos Nego
A voz da rua, a voz da arte
A voz de cada um que faz sua parte pra gente não ser esquecido
A voz de quem não teve voz ou esperança pra solta-la
A voz da liberdade é o grito do oprimido
Eu vejo a rua como ensinamento e sou aprendiz
Faço a minha e só lamento pra quem se intrometeu
Valorizo o aprendizado e os amigos que fiz
Enquanto nego, tenta separar os dois lados, só que eu
Sou lado C nessa guerra entre o ódio e o ódio
Mas eu não faço por mim, é a cultura que tem que estar no pódio
E pode, se a união tiver um sentido
Além de uma palavra a mais no teu iPod
A voz da rebeldia, de um povo que cansou de se calar
E exige paz e cultura em nossos lares
A voz de quem produz justiça pelo cerebelo
Porque minhas normas são racionais, e não disciplinares
Eu sempre fui igual um oceano: Pacífico
É só saber até onde ir pra ser específico
Sempre vai ter quem reclamar se eu vou ou se fico
Então deixa nego falar e não me dificulta
A vida que esse pensamento é típico e já ta manjado
Já cansei de discutir se eu tô certo ou errado
Se não existe um científico pra esse conceito
Deixa esses metido a crítico profissional de lado
Que eu tenho muito mais problema pra me preocupar
E guerrear pela paz é igual berrar pelo silêncio
Se tua intenção é disputar quem ta fazendo mais
Cê já ta pra trás por não saber tudo que eu vivencio
Nem tudo vai pra minha pencil
Então pense o que vai dizer pra não desperdiçar tua saliva
Ainda tem tijolo fora do lugar
Então não vou perder meu tempo com areia que não for construtiva
Ser preto é foda, né? Ser Nego Preto então, rapaz
Teu cabelo incomoda se ele estiver alto demais
Ô, se incomoda, a cor de quem é mais escuro que a própria sombra
Mamãe me diz que isso é porque eu nasci por trás, será?
E quem me vê já se protege da esmola
Esconde as moeda no bolso e vai pro outro lado da rua ligeiro
Outros param pra me pedir uma maconha
Não se conforma, não fumo, não vendo, fica na tua, parceiro
Que logo menos colo na roda de capoeira
Com os nego da batucada pro nosso paranauê
Psevê que nego mesmo é quem ta na zoeira
Senzala é asneira? Vem falar besteira procê ver
Proceder é o que todo mundo espera
De quem tem a pele bela e gera um certo esteriótipo
Não sei se a informação procede
Mas se a minha palavra prospera pra mim já ta ótimo
Pretice é foda
Cifra dos Negros
La voz de la calle, la voz del arte
La voz de cada uno que hace su parte para que la gente no sea olvidada
La voz de aquellos que no tuvieron voz o esperanza para liberarla
La voz de la libertad es el grito del oprimido
Veo la calle como enseñanza y soy aprendiz
Hago lo mío y solo lamento por aquellos que se entrometieron
Valoro el aprendizaje y los amigos que hice
Mientras alguien intenta separar los dos lados, pero yo
Estoy del lado C en esta guerra entre el odio y el odio
Pero no lo hago por mí, es la cultura la que debe estar en el podio
Y puede ser, si la unión tiene un sentido
Más allá de una palabra más en tu iPod
La voz de la rebeldía, de un pueblo que se cansó de callar
Y exige paz y cultura en nuestros hogares
La voz de aquellos que producen justicia con el cerebro
Porque mis normas son racionales, no disciplinarias
Siempre fui como un océano: Pacífico
Solo hay que saber hasta dónde llegar para ser específico
Siempre habrá quien se queje si me voy o me quedo
Así que deja que hable y no me dificultes
La vida en este pensamiento es típica y ya está trillada
Ya me cansé de discutir si tengo razón o no
Si no hay un científico para este concepto
Deja a esos críticos profesionales metidos de lado
Tengo muchos más problemas en qué preocuparme
Y luchar por la paz es como gritar por el silencio
Si tu intención es competir por quién está haciendo más
Ya estás rezagado por no saber todo lo que he vivido
No todo va para mi lápiz
Así que piensa bien lo que vas a decir para no desperdiciar tu saliva
Todavía hay ladrillos fuera de lugar
Así que no perderé mi tiempo con arena que no sea constructiva
Ser negro es difícil, ¿no? Ser Negro Negro entonces, amigo
Tu cabello molesta si está muy alto
Oh, molesta, el color de aquellos más oscuros que su propia sombra
Mamá me dice que es porque nací de atrás, ¿será?
Y quienes me ven se protegen de la limosna
Esconden las monedas en el bolsillo y cruzan rápidamente la calle
Otros se detienen para pedirme marihuana
No se conforman, no fumo, no vendo, quédate en tu lugar, amigo
Que pronto me uniré a la rueda de capoeira
Con los negros de la batucada para nuestro paranauê
Parece que el verdadero negro es quien está en la diversión
¿La senzala es una tontería? Ven a hablar tonterías para que veas
Proceder es lo que todos esperan
De aquellos con la piel bella y que generan cierto estereotipo
No sé si la información es correcta
Pero si mi palabra prospera, para mí ya es suficiente
Ser negro es difícil