Tambores da África
Oxumarê, saravá
Na batida do tambor
A Vila vai passar
Oxumaré, saravá
Vem no toque do Agueré a gira vai girar
Axé, mãe África, berço dos nossos ancestrais
Onde a semente do negro surgiu
Vamos exaltar seus rituais
Olodumarê vem de orum divino criador
Író ílú ni okán ádúgbó
Na batida do atabaque pelo mundo se espalhou
Chega de censura, não cale a nossa voz
Oxóssi caçador, olhai por nós
Vilage vai ressoar, em volta do Baobá
Resistência pra sobreviver
Nos porões, o barulho das correntes em tumbeiros
Com fé vencer o cativeiro
A força dessa africanidade, renasce identidade
Pelo mundo germinou
Vem dançar o caxambú capoeira e lundu
No balanço do maracatu
E hoje vamos festejar
No terreiro de ciata
A verde e branco vai cantar
Tambores de África
Oxumarê, salve
Al ritmo del tambor
El pueblo pasará
Oxumaré, salve
Viene con el toque de Agueré, la rueda va a girar
Axé, madre África, cuna de nuestros ancestros
Donde la semilla del negro surgió
Vamos a exaltar sus rituales
Olodumarê viene del divino creador orum
Író ílú ni okán ádúgbó
Al ritmo del tambor por el mundo se extendió
Basta de censura, no silencies nuestra voz
Oxóssi cazador, cuida de nosotros
Vilage resonará alrededor del Baobá
Resistencia para sobrevivir
En los sótanos, el ruido de las cadenas en los barcos negreros
Con fe vencer el cautiverio
La fuerza de esta africanidad, renace la identidad
Por el mundo germinó
Ven a bailar el caxambú, capoeira y lundu
En el balanceo del maracatu
Y hoy vamos a celebrar
En el terreiro de ciata
La verde y blanca va a cantar
Escrita por: Kadinho da Ilha, Jefinho da Bomboniere, Christiano Huguenin, Toninho Silva