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Canto de una Senzala

Negritude Jr.

Canto de uma Senzala

Na Bahia eu vi um canto, ô Sinhá da senzala
Cheiro de defumador pelo ar
Exala
Um negro vindo do gueto
É quem luta e não se cala
Um negro vindo do gueto
É quem luta e não se cala

Bate na mão... É na palma da mão que se embala
É canto, é lamento, afoxé, axé
Exala
É canto, é lamento, afoxé, axé
Exala

Tabuleiro da nega Nagô
Tem quindim, tem cocada, abará
Vatapá, caruru e mungunzá
Vatapá, caruru e mungunzá

Nego joga capoeira
Tradição lá na ladeira
Vai correndo pra ribeira
Derrubar nega na areia
É noite de lua cheia
Quase meia noite e meia
Ouve o canto da sereia
Começa a cantarolar
Tem batuque a noite inteira

Canto de una Senzala

En Bahía vi un canto, oh Señora de la senzala
Olor a sahumerio en el aire
Exhala
Un negro viniendo del gueto
Es quien lucha y no se calla
Un negro viniendo del gueto
Es quien lucha y no se calla

Golpea en la mano... Es en la palma de la mano que se mece
Es canto, es lamento, afoxé, axé
Exhala
Es canto, es lamento, afoxé, axé
Exhala

Tablero de la negra Nagô
Tiene quindim, tiene cocada, abará
Vatapá, caruru y mungunzá
Vatapá, caruru y mungunzá

Negro juega capoeira
Tradición allá en la ladera
Va corriendo hacia la ribera
Derribar negra en la arena
Es noche de luna llena
Casi medianoche y media
Escucha el canto de la sirena
Comienza a canturrear
Tiene tamborileo toda la noche

Escrita por: Ademir - Nadão - Coqueirão