395px

Sertanejo Mi Hermano

Nelsinho e Diamante

Sertanejo Meu Irmão

Foi numa manhã tão triste
Que eu deixei o meu rincão
Saí pela estrada afora
Na manhã de cerração

Lá do alto olhei pra trás
E acenei a minha mão
Adeus terra onde nasci
Eu não sei se volto ou não

Disse adeus ao meu benzinho
Tremendo de emoção
Abracei com sentimento
Minha mãe do coração

A cidade me convida
Pra cumprir uma missão
Defender em minhas modas
O bom nome do sertão

Adeus águas tão serenas
Que rolam por este chão
Nunca mais vou escutar
A perdiz lá no espigão

Nem o canto do jaó
No fundo do capoeirão
Adeus Maria Morena
Minha primeira paixão

Passaram-se vinte anos
Quantas modas fiz então
Embora tenha de tudo
Vivo de recordação

Que Deus lhe dê muita sorte
Em sua nobre função
São os votos mais sinceros
Sertanejo meu irmão

Sertanejo Mi Hermano

Fue en una mañana tan triste
Que dejé mi rincón
Salí por el camino afuera
En la mañana de neblina

Desde lo alto miré hacia atrás
Y agité mi mano
Adiós tierra donde nací
No sé si volveré o no

Dije adiós a mi amorcito
Tembloroso de emoción
Abrazé con sentimiento
A mi madre del corazón

La ciudad me invita
A cumplir una misión
Defender en mis canciones
El buen nombre del sertón

Adiós aguas tan serenas
Que corren por este suelo
Nunca más escucharé
La perdiz allá en el espigón

Ni el canto del jaó
En el fondo del capoeirón
Adiós María Morena
Mi primer amor

Pasaron veinte años
Cuántas canciones hice entonces
Aunque tenga de todo
Vivo de recuerdos

Que Dios te dé mucha suerte
En tu noble función
Son los votos más sinceros
Sertanejo mi hermano

Escrita por: Ermiro Vieira da Cunha / Goia