Desconsolo
Só com os meus pesares e desabrigado, eu vou
Quem há de seguir os tontos passos meus
E me penetrar todo o pensamento
E me perdoar o ressentimento
Nesse meu percurso, hei de parar atormentado
Sem localizar aonde o meu passado
E vou lastimar, lastimar profundamente
Tudo o que eu fui e não sou mais
Quando em desconsolo, eu procurar abrigo
Vão me relembrar tudo o que errei
E vão ironizar, dizendo "não há jeito"
E eu vou remoer tudo novamente
No fim dessa agonia: fantasia de palhaço
Então, irá comigo transpor a negra porta
Meus versos ficarão tristes magoados
Lembrando quem eu fui e não sou mais
Desconsuelo
Solo con mis penas y desamparado, voy
¿Quién seguirá mis tontos pasos?
Y penetrará todo mi pensamiento
Y perdonará mi resentimiento
En este camino, me detendré atormentado
Sin encontrar dónde está mi pasado
Y lamentaré, lamentaré profundamente
Todo lo que fui y ya no soy
Cuando en desconsuelo busque refugio
Me recordarán todo lo que hice mal
Y se burlarán, diciendo 'no hay remedio'
Y volveré a rumiarlo todo de nuevo
Al final de esta agonía: fantasía de payaso
Entonces, conmigo cruzará la oscura puerta
Mis versos quedarán tristes y heridos
Recordando quién fui y ya no soy
Escrita por: Hermínio Bello de Carvalho / Maurício Tapajós / Nelson Cavaquinho