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Amarga Confesión

Nelson Gonçalves

Amarga Confissão

Amigo, eu venho debruçar-me no teu ombro
Pra fazer a confissão do meu fracasso
Para dizer que esse covarde não tem força
De voltar contra o seu peito o próprio braço

Amigo, eu venho, não em busca de um conselho
Nem de apoio moral pra minha dor
Venho apenas, meu irmão, meu camarada
Para dizer que roubei o teu amor

Quero dizer-te, meu irmão, meu camarada
Que lutamos contra tudo ferozmente
Que tentamos esmagar os corações
Mas o amor foi bem mais forte, infelizmente

Um assassino que mata a sangue frio
Um ladrão que assalta à mão armada
Talvez não sinta no peito esse remorso
E essa vergonha na face retratada

Amigo, nunca mais me estenda a mão
Que não merece por mim ser apertada
Nem essa mulher merece o teu perdão
Esquece que existimos, camarada

Um assassino que mata a sangue frio
Um ladrão que assalta à mão armada
Talvez não sinta no peito esse remorso
E essa vergonha na face retratada

Amigo, nunca mais me estenda a mão
Que não merece por mim ser apertada
Nem essa mulher merece o teu perdão
Esquece que existimos, camarada

Amarga Confesión

Amigo, vengo a apoyarme en tu hombro
Para hacer la confesión de mi fracaso
Para decir que este cobarde no tiene fuerza
De volver contra su pecho su propio brazo

Amigo, vengo, no en busca de un consejo
Ni de apoyo moral para mi dolor
Vengo solo, hermano, camarada
Para decir que robé tu amor

Quiero decirte, hermano, camarada
Que luchamos contra todo ferozmente
Que intentamos aplastar los corazones
Pero el amor fue mucho más fuerte, desafortunadamente

Un asesino que mata a sangre fría
Un ladrón que asalta a mano armada
Quizás no sienta en el pecho ese remordimiento
Y esa vergüenza en la cara retratada

Amigo, nunca más me extiendas la mano
Que no merece ser apretada por mí
Ni esta mujer merece tu perdón
Olvida que existimos, camarada

Un asesino que mata a sangre fría
Un ladrón que asalta a mano armada
Quizás no sienta en el pecho ese remordimiento
Y esa vergüenza en la cara retratada

Amigo, nunca más me extiendas la mano
Que no merece ser apretada por mí
Ni esta mujer merece tu perdón
Olvida que existimos, camarada

Escrita por: David Nasser, Herivelto Martins