Nzungu, Quilombo Negro de Resistência
No coração da cidade
O rumor de muitas vozes se espalhava pelo ar
Comandadas por tias negras, cozinheiras yabás
Era nos zungus
Onde negros não se deixavam escravizar
Nesse quilombo da cultura africana
Gritos de liberdade se fizeram ecoar
O jongo, a capoeira eram tradição por lá
Ao som de palmas no terreiro, saudavam seus orixás
Cantando conquistavam seu espaço
Mostrando a força dos seus ancestrais
Vamos sacudir, asé meu dengo
Soltar o grito da garganta
Jacarezinho nossa escola aguerrida
Mostra sua garra se agiganta
Faz barulho de preto na avenida
Com as cores d’África encanta
A favela é zungu yorubá
Tem muita luta, raça e resistência
Com africanidade cultural, busca neste carnaval
A redenção e o caminho da vitória
Nos quatro cantos desse morro
Vamos resgatar nossa história
Tem calundus no Rio de Janeiro
Baianas com saias rendadas a girar
Em homenagem a esse povo festeiro
Preservando a cultura popular
Nzungu, Quilombo Negro de Resistência
En el corazón de la ciudad
El murmullo de muchas voces se extendía por el aire
Dirigidas por tías negras, cocineras yabás
Era en los zungus
Donde los negros no se dejaban esclavizar
En este quilombo de la cultura africana
Gritos de libertad resonaban
El jongo, la capoeira eran tradición por allá
Al ritmo de palmas en el patio, saludaban a sus orixás
Cantando conquistaban su espacio
Mostrando la fuerza de sus ancestros
Vamos a sacudir, asé mi cariño
Soltar el grito de la garganta
Jacarezinho nuestra escuela combativa
Muestra su garra se engrandece
Hace ruido de negro en la avenida
Con los colores de África encanta
La favela es zungu yoruba
Tiene mucha lucha, raza y resistencia
Con africanidad cultural, busca en este carnaval
La redención y el camino de la victoria
En los cuatro rincones de este morro
Vamos a rescatar nuestra historia
Hay calundús en Río de Janeiro
Baianas con faldas de encaje girando
En homenaje a este pueblo fiestero
Preservando la cultura popular
Escrita por: Fabiano Gigante / Fábio Malafaia / Mauro De Paula