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Porteiras

Nelson Sousa

Porteiras

Quantas porteiras ja abrina minha vida!
Quantas mais ainda terei que abrir?
Tantas porteiras eu fechei nas despedidas...
Outras abri, mesmo sem poder parti.

Perdi a conta de quantas porteiras
Mundo a fora eu já fechei e abri...
Desde quando os seus cambões de madeira
Pesavam mais do que meus sonhos de guri.

Por isso sempre quis andar nos corredores,
Sem ter porteiras nos caminhos que escolhi
Pois todo aquele que é peão dos seus amores,
Já abre e fecha porteiras dentro de si!

Feito as porteiras no fundo das invernadas,
-sentinelas solitárias do abandono...
Tenho n'alma tantas porteiras fechadas,
Onde só entra quem for amigo do dono.

Para quem parte, as porteitas são começo,
Para quem fica as porteiras são o fim...
Eu que abri tantas porteiras para os outros
Hoje não tenho quem as abra para mim.

Porteiras

¿Cuántas tranqueras ya abrí en mi vida?
¿Cuántas más tendré que abrir?
Tantas tranqueras cerré en las despedidas...
Otras abrí, aunque no pudiera partir.

Perdí la cuenta de cuántas tranqueras
En el mundo afuera ya cerré y abrí...
Desde cuando tus barrotes de madera
Pesaban más que mis sueños de chico.

Por eso siempre quise andar en los corredores,
Sin tener tranqueras en los caminos que elegí
Porque todo aquel que es peón de sus amores,
Ya abre y cierra tranqueras dentro de sí.

Como las tranqueras en el fondo de los potreros,
-solitarias centinelas del abandono...
Tengo en el alma tantas tranqueras cerradas,
Donde solo entra quien sea amigo del dueño.

Para quien parte, las tranqueras son el comienzo,
Para quien queda las tranqueras son el fin...
Yo que abrí tantas tranqueras para los demás
Hoy no tengo quien las abra para mí.

Escrita por: Silvio Genro