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La Razón de los Pañuelos

Nelson Souza

A Razão Dos Lenços

Não me perguntes parceiro
Porque razão eu não peleei
Nem pelas cores dos lenços
Porque a nenhum desfraldei

Trabalho, rancho e família
Forma pra mim uma lei
Salvaguardando mui poucos
Os demais nunca entendi

Não fui das tropas de Fores
Nem nas de Honório servi
Não fui medo nem coragem
Talvez até fosse os dois

A minha lança parceiro
Foi a picana dos bois
Minha adaga foi o arado
Tropilha, boi, plantação

As minhas armas são limpas
Nunca carnei um irmão
Vi covardes mercenários
E malignos sanguinários

Contratados pra matar
E nessa guerra entre irmãos
Tanta a razão a razão
Decidiu por não pelear

Neguei a Guerra dos Lenços
Em suas sangrias brutais
As barbáries degolas
Não justificam ideais

Meu ideal foi o arado
Família, boi, plantação
Lenços não governam homens
O que governa é a razão

La Razón de los Pañuelos

No me preguntes compañero
Por qué razón no peleé
Ni por los colores de los pañuelos
Porque a ninguno desplegué

Trabajo, rancho y familia
Forman para mí una ley
Protegiendo a muy pocos
A los demás nunca entendí

No fui de las tropas de Fores
Ni en las de Honório serví
No fue miedo ni coraje
Quizás hasta fue ambos

Mi lanza compañero
Fue la pica de los bueyes
Mi daga fue el arado
Tropa, buey, plantación

Mis armas están limpias
Nunca maté a un hermano
Vi cobardes mercenarios
Y malignos sanguinarios

Contratados para matar
Y en esta guerra entre hermanos
Tanta la razón la razón
Decidió no pelear

Negué la Guerra de los Pañuelos
En sus sangrientas batallas
Las barbaries y degüellos
No justifican ideales

Mi ideal fue el arado
Familia, buey, plantación
Los pañuelos no gobiernan hombres
Lo que gobierna es la razón

Escrita por: Armando Vasques / Francisco Alves