395px

Casa Pobre

Nenem e Itamar

Casa Pobre

A minha casa longe do conceito nobre
É humildemente pobre, porém é muito feliz
O alicerce são dois esteios de gancho
É mais simples do que o rancho que a sociedade diz

Suas paredes fecham poucas dependência
Cozinha, quarto e dispensa, mas dá bem mim viver
A cobertura é feita de tábua trincada
Onde minha namorada toda noite vem me ver

E prosseguindo preste atenção, meu amigo
A namorada que eu digo não é mulher, não senhor
Pra ser mais claro eu a amo de verdade
Porque nunca fez maldade para este morador

Ela me ama, me inspira e me adora
E quando ela vai embora não demora regressar
É a Lua branca toda esbelta, meiga e pura
Que me abraça com ternura e me convida a sonhar

A minha casa fica bem junto a cascata
Onde os rumores da mata é um hino matinal
É casa pobre como é pobre seu dono
Não tem luxo e mordomo, tudo é muito original

Os caminheiros que apontam na estrada
Por certo fazem caçoada desse pobre João Ninguém
É uma casinha simplezinha e esquisita
Mas quem me fizer visita juro que é dono também
Dono também

Casa Pobre

Mi casa lejos del concepto noble
Es humildemente pobre, pero muy feliz
Los cimientos son dos pilares de gancho
Es más simple que el rancho que la sociedad dice

Sus paredes cierran pocas dependencias
Cocina, cuarto y despensa, pero me hace vivir bien
La cubierta está hecha de tablas agrietadas
Donde mi novia viene a verme todas las noches

Y continuando, presta atención, amigo mío
La novia de la que hablo no es mujer, no señor
Para ser más claro, la amo de verdad
Porque nunca ha hecho maldades a este habitante

Ella me ama, me inspira y me adora
Y cuando se va, no tarda en regresar
Es la Luna blanca, elegante, dulce y pura
Que me abraza con ternura y me invita a soñar

Mi casa está justo al lado de la cascada
Donde los rumores del bosque son un himno matutino
Es una casa pobre como su dueño
No tiene lujos ni mayordomo, todo es muy original

Los caminantes que señalan en la carretera
Seguramente se burlan de este pobre Juan Nadie
Es una casita sencilla y extraña
Pero quien me visita, juro que también es dueño
Dueño también

Escrita por: Dino Franco