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João Guerreiro

Nenete & Dorinho

João Guerreiro

Foi de uma feita que eu disse a minha amada
Se me amasse que me desse o seu retrato
Ela me disse: - para que se te amo tanto?
E hoje a morte é que nos pode separar

Nos abraçamos e ao chegar lá na capela
Naquele instante se escutaram três balaços
Seus familiares a mataram em meus braços
Porque juraram não deixar nós dois casar

Como um raio eu saquei do meu revólver
E matei quatro e um amigo da família
Só no outro dia que a polícia bem armada
Com muita bala me puderam desarmar

Ao delegado eu prestei declaração
A profissão e meu nome verdadeiro
Eu disse a ele: - eu me chamo joão guerreiro
E do meu rancho sou eu mesmo meu patrão

Não sou de briga e para isso eu dou um boi
Mas se eu entrar, pra não sair dou uma boiada
Por que é que foram matar a minha amada?
Eu inocente vim parar nesta prisão

Ao delegado eu contei toda a proeza
Na minha história com bastante galhardia
Ele me disse, vendo a minha valentia
Que eu estava solto por legítima defesa

João Guerreiro

Fue una vez que le dije a mi amada
Si me amaba que me diera su retrato
Ella me dijo: - ¿por qué si te amo tanto?
Y hoy la muerte es lo que nos puede separar

Nos abrazamos y al llegar a la capilla
En ese instante se escucharon tres disparos
Sus familiares la mataron en mis brazos
Porque juraron no dejarnos casar

Como un rayo saqué mi revólver
Y maté a cuatro y a un amigo de la familia
Solo al día siguiente la policía bien armada
Con muchas balas lograron desarmarme

Ante el delegado di mi declaración
Mi profesión y mi verdadero nombre
Le dije: - yo me llamo João Guerreiro
Y de mi rancho soy mi propio patrón

No soy de pelea y por eso doy un buey
Pero si entro, para no salir doy una manada
¿Por qué fueron a matar a mi amada?
Yo, inocente, terminé en esta prisión

Ante el delegado conté toda la hazaña
En mi historia con bastante valentía
Él me dijo, viendo mi valentía
Que estaba libre por legítima defensa

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