Saudade Não Mata
Saudade mata, duvido
Saudade mata, duvido
Saudade mata, duvido
Se saudade matasse
Eu já tinha morrido
Eu nasci nas quebradas
Do sertão
Pisei na lama
Tomei água de goteira
Ainda me lembro
De minha primeira calca
Que minha mãe comprou par mm
No fim da feira
Tenho saudade
Do boteco da esquina
Onde vendia
O querosene eo sabão
Tenho saudade
Das carreiras que eu dava
Dentro da mata
Com medo de assombração
Saudade mata, duvido . . .
Tenho saudade da primeira namorada
Nossos encontros embaixo da aroeira
Eu não falava ela também não falava
E minhas pernas eram aquelas tremedeira
Moca, bonita em noites de são joão
Era só festa balão pipoca e fogueira
Tenho saudade de minha terra querida
Que me ensinou a ser feliz a vida inteira.
Saudade mata, duvido
Saudade mata, duvido
Saudade mata, duvido
Se saudade matasse eu já teria morrido.
La nostalgia no mata
El anhelo mata, dudo
El anhelo mata, dudo
El anhelo mata, dudo
Si te extrañé matar
Ya estaba muerto
Nací en el roto
De los bosques
Pisé en el barro
Bebí agua de goteo
Todavía recuerdo
Desde mis primeros pantalones
Que mi madre compró un par de mm
Al final de la feria
Te echo de menos
Desde el pub de la esquina
Dónde vendí
El queroseno y el jabón
Te echo de menos
De las carreras que di
Dentro del bosque
Miedo de atormentar
El anhelo mata, dudo
Extraño a mi primera novia
Nuestras reuniones bajo la masilla
No he hablado. Ella tampoco habló
Y mis piernas eran esas temblorosas
Mocha, hermosa en las noches de San Juan
Era sólo un globo de palomitas y un fuego
Extraño mi dulce tierra
Que me enseñó a ser feliz toda mi vida
El anhelo mata, dudo
El anhelo mata, dudo
El anhelo mata, dudo
Si te extrañara, ya habría muerto
Escrita por: Geraldo Rodrigues