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Nada será como antes

Ney Matogrosso

Nada será como antes

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã

Como se fosse num jogo lotado no estádio do Maracanã
Nada será como antes, nada como um novo dia, uma chance
Nada que não se desmanche
Nada que não se destrua ou construa a revanche

Então veja a nuance
Se via de fora tão fora de alcance
Em apenas um lance
A vida vadia pra mais um romance, tio

Não é engano, cê viu
A deixa, a hora oportuna pra se levantar e riu
Uma porta abriu
O universo se inverso, diverso, covarde e frio

O bolso vazio
É um quebra pra desenrolar, é Brasil
De dezembro a abril
De 100 em 100 eu também guardei mais de dez mil

Guardei mais de 100 mil
Guardei mais 200 mil
Guardei mais e mais e mil
Guardei mais de 100 em 100

Tô no corre, o Rock tem
Tô a mil, a mil, amém
Vem, vem, vem

Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã

Mesmo diante de antes
Tão perto, mas tão distante
Sempre em frente e avante defronte a ti
Eu estava aqui, eu estava ali

Bem na sua frente
Tão igual, tão diferente
Divergente, divergente, rompendo suas correntes
Com raiva, com os próprios dentes

No limite, na dianteira
Borrando suas fronteiras
Nossas memórias, histórias
Abalam suas velhas trincheiras

Vem

Eu já estou com o pé nessa estrada (vem)
Qualquer dia a gente se vê (vem)
Sei que nada será como antes, amanhã (vem, vem)

Nem sanitários, nem sanatórios
Nos seus espelhos que eu me espalho (espalho, espalho)
Incontrolável legião, a diferença que persiste na frágil repetição
Que vem e vão, vem e vão

Nem sanitários, nem sanatórios
Nos seus espelhos que eu me espalho
Incontrolável legião, a diferença que persiste na frágil repetição
Que vem e vão, vem e vão

Sei que nada será como antes, amanhã

Nada será como antes

Ya estoy con un pie en este camino
Cualquier día nos veremos
Sé que nada será como antes, mañana

Como si fuera en un juego lleno en el estadio del Maracaná
Nada será como antes, nada como un nuevo día, una oportunidad
Nada que no se deshaga
Nada que no se destruya o construya la revancha

Así que mira la sutileza
Desde afuera tan fuera de alcance
En solo un instante
La vida vagabunda para otro romance, tío

No es un error, lo viste
La señal, el momento oportuno para levantarse y reír
Una puerta se abrió
El universo se invierte, diverso, cobarde y frío

El bolsillo vacío
Es una oportunidad para desenvolver, es Brasil
De diciembre a abril
De 100 en 100 también guardé más de diez mil

Guardé más de 100 mil
Guardé más 200 mil
Guardé más y más y mil
Guardé más de 100 en 100

Estoy en el corre, el Rock tiene
Estoy a mil, a mil, amén
Ven, ven, ven

En un domingo cualquiera, a cualquier hora
Viento en cualquier dirección
Sé que nada será como antes, mañana

A pesar de antes
Tan cerca, pero tan lejos
Siempre adelante y hacia adelante frente a ti
Yo estaba aquí, yo estaba allí

Justo delante tuyo
Tan igual, tan diferente
Divergente, divergente, rompiendo tus cadenas
Con rabia, con tus propios dientes

En el límite, en la vanguardia
Borrando tus fronteras
Nuestros recuerdos, historias
Sacuden tus viejas trincheras

Ven

Ya estoy con un pie en este camino (ven)
Cualquier día nos veremos (ven)
Sé que nada será como antes, mañana (ven, ven)

Ni sanitarios, ni sanatorios
En tus espejos donde me esparzo (me esparzo, me esparzo)
Legión incontrolable, la diferencia que persiste en la frágil repetición
Que va y viene, va y viene

Ni sanitarios, ni sanatorios
En tus espejos donde me esparzo
Legión incontrolable, la diferencia que persiste en la frágil repetición
Que va y viene, va y viene

Sé que nada será como antes, mañana

Escrita por: Ronaldo Bastos / Milton Nascimento / Edi Rock / Linn da Quebrada