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Marintambocanoa

Nildo Freitas

Marintambocanoa

Quando a marintambocanoa
Surgiu em São Sebastião
A terra toda tremeu
No meu canto de arribação
Olhos d`água peixe pequeno
Embaúba guapuruvú
Som da mata capoeira, boi alado boi bambu

A canoa navegou, navegou, navegou bis
Nas ondas azuis do mar, levando o pescador…

Meu senhor dono da casa
Dá licença que vou mostrar
A força da nossa luta
Na beleza desse lugar
Som da mata capoeira, maculelê libertação
Sou pandeiro berimbau, no luar do meu sertão

A canoa navegou, navegou, navegou bis
Nas ondas do mar, levando o pescador

Alabê negro guerreiro
Eu sou índio, nação Guarany
Genocídio da nossa raça
Resistência nas terras daqui
Cobra da cabeça grande, na floresta beija-flor
Que de tanto beijar bromélia
Em gorgônia se transformou

A canoa navegou, navegou, navegou… bis
Nas ondas azuis do mar, levando o pescador…

Marintambocanoa

Cuando la marintambocanoa
Apareció en São Sebastião
La tierra entera tembló
En mi canto de arribeño
Ojos de agua, pez pequeño
Embaúba, guapuruvú
Sonido de la selva, capoeira, toro alado, toro de bambú

La canoa navegó, navegó, navegó
En las olas azules del mar, llevando al pescador...

Mi señor dueño de la casa
Permiso para mostrar
La fuerza de nuestra lucha
En la belleza de este lugar
Sonido de la selva, capoeira, maculelê liberación
Soy pandeiro, berimbau, en el claro de mi sertón

La canoa navegó, navegó, navegó
En las olas del mar, llevando al pescador

Alabé negro guerrero
Soy indio, nación Guarany
Genocidio de nuestra raza
Resistencia en estas tierras
Cobra de cabeza grande, en la selva colibrí
Que al besar tanto la bromelia
Se transformó en gorgonia

La canoa navegó, navegó, navegó
En las olas azules del mar, llevando al pescador...

Escrita por: Nildo Freitas