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Raza Guapa

Nilton Ferreira

Raça Guapa

Sou cria de raça guapa
E todos sabem quem eu sou
E as poucas coisas que sei
O mundo é que me ensinou
Onde tem gaita e cantiga
É pra lá mesmo que eu vou
E este bagualismo xucro
Eu herdei do meu avô
Sou cria de raça guapa
E todos sabem quem eu sou

Sei que não nasci de susto
E de susto também não morro
E nunca neguei estribo
A quem me pediu socorro
Moro na aba do cerro
Perto da toca de um sorro
E a segurança do rancho
É os dente do meu cachorro
Sei que não nasci de susto
E de susto também não morro

Gosto de gaita e cantiga
E andar pilchado até os dente
Já montei potro aporreado
Criei fama de valente
Não convido pra compadre
Que não me olhar de frente
A escola do mundo velho
Que me ensinou a ser gente
Gosto de gaita e cantiga
E andar pilchado até os dente

Não quero quem não me quer
Só lembro quem não me esquece
O que é ruim não me persegue
Se me arrodear, apodrece
Nem o demônio me ataca
Se me vê, desaparece
Meu protetor é São Jorge
E minha adaga, de S
Não quero quem não me quer
Só lembro quem não me esquece

Raza Guapa

Soy cría de raza guapa
Y todos saben quién soy
Y las pocas cosas que sé
El mundo me las enseñó
Donde hay gaita y canción
Es para allá que voy
Y este bagualismo rústico
Lo heredé de mi abuelo
Soy cría de raza guapa
Y todos saben quién soy

Sé que no nací de susto
Y de susto tampoco muero
Y nunca negué estribo
A quien me pidió socorro
Vivo al pie del cerro
Cerca de la madriguera de un zorro
Y la seguridad del rancho
Son los dientes de mi perro
Sé que no nací de susto
Y de susto tampoco muero

Me gusta la gaita y la canción
Y andar bien vestido hasta los dientes
Ya monté potro malhumorado
Me gané fama de valiente
No invito a ser compadre
A quien no me mira de frente
La escuela del mundo antiguo
Que me enseñó a ser persona
Me gusta la gaita y la canción
Y andar bien vestido hasta los dientes

No quiero a quien no me quiere
Solo recuerdo a quien no me olvida
Lo malo no me persigue
Si me rodea, se pudre
Ni el demonio me ataca
Si me ve, desaparece
Mi protector es San Jorge
Y mi daga, de S
No quiero a quien no me quiere
Solo recuerdo a quien no me olvida

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