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Oye, Dandara

Nina Oliveira

Dandara

Dandara do meu quilombo
Me faz livre e voar
Rainha do meu congo
Me dá forças pra lutar
Ê Dandara

Bota a cangalha de roupa pra lavar
Bota a mandinga no seu patuá
Você vai pra guerra nego
Eu espero você voltar
Vai meu guerreiro
Leva a libertação
Leva a coragem no peito
E na mão o meu coração
E toda vez que ele vai
Não vai com ele a aflição
Espero vê-lo de novo
Voltando em seu alazão

Dandara do meu quilombo
Me faz livre voar
Rainha do meu congo
Me dá forças pra lutar

O vento avisou

Lá vai o rei novamente
Corajosamente, amargamente
Segura as mãos de Dandara
Promete mais uma volta
E Dandara chora

Dandara chora
Pois seu guerreiro não volta
Anunciam
Os ventos
A emboscada
Sinto no peito essa encruzilhada
Ela mandou dizer
Mamãe mandou dizer
Iansã anunciou
A morte chegando

Oye, Dandara

Dandara de mi quilombo
Hazme libre y volar
Reina de mi Congo
Me da la fuerza para luchar
Es Dandara

Pon la ropa en el lavado
Pon el mandinga en tu patuá
Vas a la guerra, niegas
Espero que vuelvas
Vete, mi guerrero
Lidera la liberación
Toma valor en tu pecho
Y en mi mano mi corazón
Y cada vez que se va
No vayas con él la aflicción
Espero verte de nuevo
De vuelta en tu acedera

Dandara de mi quilombo
Hazme libre para volar
Reina de mi Congo
Me da la fuerza para luchar

El viento advirtió

Ahí va el rey otra vez
Valientemente, amargamente
Toma las manos de Dandara
Prométeme una vuelta más
Y Dandara llora

Dandara llora
Porque tu guerrero no volverá
Lo anuncian
Los vientos
La emboscada
Siento esta encrucijada en mi pecho
Ella me dijo que dijera
Mamá dijo que dijera
Iansã anunció
La muerte viene

Escrita por: Caio Akemba / Daniel Filipe / Nina Oliveira / Peterson Trindade / Wesley Monteiro