Chronos
Há tantas placas
Mostrando os caminhos,
Mas mesmo assim
Estamos perdidos,
Como num labirinto,
Que não tem saída.
Você não sabe.
Você não compreende.
Com seu cinismo tão
Alegre e inconseqüente.
E finge não sentir,
Mas você sente
Que nossas vidas se consumam,
Se perdem em nossas rugas.
E o tempo vai mostrar
Que eu tenho razão.
Será que nada vai mudar?
Tudo passa,
Como num instante.
E eu aqui,
Juntando poeira,
Fingindo não ter
A vida inteira.
Me comprei
No supermercado.
Vi meu rosto na TV,
Minha voz no radio,
Mas eu não preciso
Provar nada pra ninguém,
Porque já não há verdade.
Só mentiras, essa é a realidade,
Pois é mais fácil conviver
com a ilusão,
Do que aceitar a dor de viver.
Há pouco tempo
Nós éramos livres.
Não havia medo,
Ainda estávamos no inicio.
Daria tudo para
Recomeçar.
Não vi o tempo
Passar por mim,
Por estar
rápido demais.
E o que ficou,
Foi o arrependimento,
De ter feito ou deixado de fazer
O que eu queria e devia,
Mas ainda,
Ainda está em tempo
De fazer.
Cronos
Hay tantas señales
Mostrando los caminos,
Pero aún así
Estamos perdidos,
Como en un laberinto,
Que no tiene salida.
Tú no sabes.
Tú no comprendes.
Con tu cinismo tan
Alegre e inconsecuente.
Y finges no sentir,
Pero tú sientes
Que nuestras vidas se consumen,
Se pierden en nuestras arrugas.
Y el tiempo mostrará
Que tengo razón.
¿Será que nada va a cambiar?
Todo pasa,
Como en un instante.
Y yo aquí,
Acumulando polvo,
Fingiendo no tener
Toda la vida.
Me compré
En el supermercado.
Vi mi rostro en la TV,
Mi voz en la radio,
Pero no necesito
Demostrar nada a nadie,
Porque ya no hay verdad.
Solo mentiras, esa es la realidad,
Porque es más fácil convivir
con la ilusión,
Que aceptar el dolor de vivir.
Hace poco tiempo
Éramos libres.
No había miedo,
Aún estábamos en el inicio.
Daría todo por
Recomenzar.
No vi el tiempo
Pasando por mí,
Por ir
Demasiado rápido.
Y lo que quedó,
Fue el arrepentimiento,
De haber hecho o dejado de hacer
Lo que quería y debía,
Pero aún,
Aún hay tiempo
Para hacerlo.