Prazer em Conhecê-lo
Quantas vezes, nós sorrimos, sem vontade,
Com o ódio a transbordar, no coração,
Por um, simples dever da sociedade,
No momento, de uma apresentação,
Se eu soubesse, que em tal festa te encontrava,
Não iria desmanchar o teu prazer,
Porque se lá não fosse, eu não lembrava,
Um passado, que tanto nos fez sofrer.
Lá num canto, vi o meu rival antigo,
Ex-amigo,
Que aguardava o escândalo fatal,
Fiquei branco, amarelo, furta-cor,
De terror,
Sem achar, uma idéia genial,
Ainda lembro que ficamos, de repente,
Frente a frente,
Naquele instante, mais frios do que gelo,
Mas sorrindo, apertaste a minha mão,
Dizendo então:
"Tenho muito prazer em conhecê-lo"
Quantas vezes, nós sorrimos sem vontade...
Mas eu notei que alguém, impaciente,
Descontente,
Ia mais tarde te repreender,
Tão ciumento que até nem quis saber,
Que mais prazer,
Eu teria em não te conhecer.
"Tenho muito prazer em conhecê-lo"
Ravi de te rencontrer
Combien de fois, nous avons souri, sans envie,
Avec la haine débordante, dans le cœur,
Pour un simple devoir de la société,
Au moment, d'une présentation,
Si j'avais su, que je te croisais à cette fête,
Je n'aurais pas gâché ton plaisir,
Parce que si je n'y étais pas allé, je n'aurais pas pensé,
À un passé, qui nous a tant fait souffrir.
Là dans un coin, j'ai vu mon ancien rival,
Un ex-ami,
Qui attendait le scandale fatal,
Je suis devenu blanc, jaune, irisé,
De terreur,
Sans trouver, une idée géniale,
Je me souviens encore que nous nous sommes retrouvés, soudain,
Face à face,
À ce moment-là, plus froids que la glace,
Mais en souriant, tu as serré ma main,
Disant alors :
"J'ai beaucoup de plaisir à te rencontrer."
Combien de fois, nous avons souri sans envie...
Mais j'ai remarqué que quelqu'un, impatient,
Mécontent,
Allait plus tard te réprimander,
Tellement jaloux qu'il n'a même pas voulu savoir,
Quel plaisir,
J'aurais eu à ne pas te connaître.
"J'ai beaucoup de plaisir à te rencontrer."
Escrita por: Noel Rosa, Custodio Mesquita