Primas e Bordões
Lembro do rezado, da ladainha
Das quermeces, da igrejinha
De um conjunto regional
Do sorriso branco das pessoas
Conversando nas esquinas
Com um jeito informal
Não é que eu seja
Exatamente um saudosista
E contra a força do progresso
Eu pretenda me insurgir
Mas convenhamos
Tudo está mecanizado
E ter vergonha do passado
Não resolve a situação
Trocam-se os serões
E as domingueiras
Por estranhas brincadeiras
Que acontecem nas televisões
E como não chorar tanta desdita?
Sem o choro harmozinado
Pelas primas e bordões
Não é que eu seja
Exatamente um saudosista
E contra a força do progresso
Eu pretenda me insurgir
Mas convenhamos
Tudo está mecanizado
E ter vergonha do passado
Não resolve a situação
Trocam-se os serões
E as domingueiras
Por estranhas brincadeiras
Que acontecem nas televisões
E como não chorar tanta desdita?
Sem o choro harmozinado
Pelas primas e bordões
Não é que eu seja
Exatamente um saudosista
Primas y Bordones
Recuerdo de las rezas, de las letanías
De las ferias, de la iglesita
De un conjunto regional
De la sonrisa blanca de la gente
Charlando en las esquinas
Con un aire informal
No es que yo sea
Exactamente un nostálgico
Y que contra la fuerza del progreso
Quiera rebelarme
Pero seamos sinceros
Todo está mecanizado
Y avergonzarse del pasado
No soluciona la situación
Se cambian las veladas
Y los domingos
Por extraños juegos
Que pasan en la televisión
¿Y cómo no llorar tanta desdicha?
Sin el llanto armonizado
Por las primas y bordones
No es que yo sea
Exactamente un nostálgico
Y que contra la fuerza del progreso
Quiera rebelarme
Pero seamos sinceros
Todo está mecanizado
Y avergonzarse del pasado
No soluciona la situación
Se cambian las veladas
Y los domingos
Por extraños juegos
Que pasan en la televisión
¿Y cómo no llorar tanta desdicha?
Sin el llanto armonizado
Por las primas y bordones
No es que yo sea
Exactamente un nostálgico