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Mi Mitad Blanca

Nuvens

Minha Metade Branca

Quero que você não exista mais
Para que eu possa olhar para trás

E não me arrepender
Por te desperdiçar
Na minha ingenuidade
Na minha incapacidade de amar
Sangra, branca.
Sangra em mim.
Se funde em mim.

Para eu saber que sou metade
Um protótipo de um homem
Que se permite só em partes
Que se preocupa com a idade

Que só mergulha até a cintura
Bebe refrigerante light
Tem vergonha de dançar
É um hóspede do quase

Sangra, branca.
Sangra em mim.
Se funde em mim.
Se fode em mim.

Mas mesmo assim
Eu daria metade de mim
A metade que me resta
Para poder voltar atrás e ser eu mesmo por inteiro
Ser o que te satisfaz
O epicentro do arrepio
O motivo da saudade
Ser teu jeito de estar
Não ter mais medo nem vaidade de mais

Sangra, branca.
Sangra em mim.
Se funde em mim.

Mi Mitad Blanca

Quiero que ya no existas
Para poder mirar hacia atrás

Y no arrepentirme
Por haberte desperdiciado
En mi ingenuidad
En mi incapacidad de amar
Sangra, blanca.
Sangra en mí.
Se funde en mí.

Para saber que soy mitad
Un prototipo de hombre
Que se permite solo en partes
Que se preocupa por la edad

Que solo se sumerge hasta la cintura
Bebe refresco light
Le da vergüenza bailar
Es un huésped del casi

Sangra, blanca.
Sangra en mí.
Se funde en mí.
Se jode en mí.

Pero aún así
Daría la mitad de mí
La mitad que me queda
Para poder retroceder y ser yo mismo por completo
Ser lo que te satisface
El epicentro del escalofrío
El motivo de la añoranza
Ser tu forma de estar
No tener más miedo ni vanidad de más

Sangra, blanca.
Sangra en mí.
Se funde en mí.

Escrita por: Rapha Moraes