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El Hombre y la Canoa

O Ar do Vilarejo

O Homem e a Canoa

Ela acordou sem ninguém e o café que eu deixei lá na mesa
E eu pude vê-la calçar os pés e eu fugi da janela.

Desço a mesma rua e o mesmo como está
Como se manchassem um quadro meu
Desço o mesmo rio já posso esvaziar
Faço da canoa meu altar.

Ela sorriu quando viu mais uma vez o café lá na mesa
Dessa lembrança cartão postal vai lembrar
Onde me encontrar.

Nada o que eu falava você via porque
A pés de altura ouvia a sua voz
Tu desce a mesma rua e o eterno se pendura num dos remos que você mesma nos deu.

El Hombre y la Canoa

Ella despertó sin nadie y el café que dejé en la mesa
Y pude verla calzarse los pies y escapé de la ventana.

Bajo por la misma calle y la misma comida está
Como si mancharan un cuadro mío
Bajo por el mismo río ya puedo vaciar
Hago de la canoa mi altar.

Ella sonrió al ver una vez más el café en la mesa
De este recuerdo postal se acordará
Dónde encontrarme.

Nada de lo que decía veías porque
A pies de altura escuchaba tu voz
Bajas por la misma calle y lo eterno se cuelga en uno de los remos que tú misma nos diste.

Escrita por: Aleff Vieira / Caio Vinicius