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Alarma

O Eixo

Alarme

Na fagulha que some ao Sol
No talento da destruição
No tronco mais belo e raro tão caro é o preço que se há de pagar

Na sentença de morte do céu
Na presença de vida no chão
Na aurora que se envenena pequena lembrança que se há de restar
Aos nossos filhos
E aos filhos que virão

Ainda tem água de sobra
Pelo menos pra durar alguns anos
Ou sei lá alguns meses

Mas não é nada grave não
Nada alarmante não
Fique tranquilo pois neste momento não nos atinge

Só que atingirá
E consumirá
Desperdiçará
Em meio a toda a nossa indiferença

E este o Sol que te dora a pele ainda dá pra agüentar
Esse ano já teve mais quente, mas dá pra agüentar
E ainda dará
Por mais alguns anos
Ou será, alguns meses

Mas não é nada grave não
Nada alarmante não
Fique tranquilo pois neste momento não nos atinge

Só que atingirá
E consumirá
Desperdiçará
Em meio a toda a nossa indiferença

Só que atingirá
E derreterá
Evaporará
Em meio a toda nossa alienação

Alarma

En la chispa que desaparece al Sol
En el talento de la destrucción
En el tronco más hermoso y raro tan caro es el precio que se ha de pagar

En la sentencia de muerte del cielo
En la presencia de vida en el suelo
En la aurora que se envenena pequeño recuerdo que ha de quedar
Para nuestros hijos
Y los hijos que vendrán

Todavía hay agua de sobra
Al menos para durar algunos años
O quién sabe algunos meses

Pero no es nada grave no
Nada alarmante no
Quédate tranquilo porque en este momento no nos afecta

Pero afectará
Y consumirá
Desperdiciará
En medio de toda nuestra indiferencia

Y este Sol que te dora la piel aún se puede soportar
Este año ya ha sido más caliente, pero se puede soportar
Y seguirá
Por algunos años más
O quizás, algunos meses

Pero no es nada grave no
Nada alarmante no
Quédate tranquilo porque en este momento no nos afecta

Pero afectará
Y consumirá
Desperdiciará
En medio de toda nuestra indiferencia

Pero afectará
Y derretirá
Evaporará
En medio de toda nuestra alienación

Escrita por: Angelo Grigorini / João Júnior